Confira ‘Nos Bastidores da Política’ deste sábado (26)

Livre arbítrio

Um grupo de candidatos a vereador filiados ao PP se recusa a entregar santinhos com a foto do prefeito Edinho Araújo (MDB). O presidente emedebista, Pedro Nimer (foto), disse que cada candidato tem ‘livre arbítrio’ para fazer a sua campanha do jeito que achar melhor, desde que o material seja bancado com recursos próprios. “É só confeccionar o santinho que não tem problema algum, porque não vamos pôr a espada no pescoço de ninguém”, diz. Se inserir a foto de candidato a prefeito de outra coligação, no entanto, Nimer diz que, neste caso, as candidaturas dos rebelados podem ser impugnadas junto à Justiça Eleitoral. O PP está coligado com o MDB para disputar eleições majoritárias. O grupo rebelde é ligado ao ex-prefeito Valdomiro Lopes (PSB).

Dhoje Interior

Rebelião

O motivo da rebelião do grupo de candidatos a vereador é fácil de esclarecer. No governo Valdomiro Lopes (PSB), o grupo ocupou cargos em comissão na Prefeitura e lutou até o último instante para que o ex-prefeito disputasse as próximas eleições. Se Valdomiro fosse eleito, uma nova oportunidade de emprego estaria garantida por quatro anos. Se o prefeito Edinho Araújo (MDB) tivesse contratado o grupo, nada disso estaria acontecendo. Agora, tem gente que só pensa em encostar na Prefeitura. Fácil: é só prestar concurso!

Sustentável

O candidato a prefeito Carlos de Arnaldo (PDT) disse que o foco da sua campanha eleitoral será o desenvolvimento sustentável de Rio Preto, com o objetivo de gerar emprego e renda. A meta do plano de governo, diz ele, é melhorar o atendimento na saúde, educação em tempo integral, manutenção da cidade, praças e poliesportivos, segurança e investimento na área social. Carlos de Arnaldo disse que já está gravando as mensagens para serem apresentadas no programa eleitoral no rádio e na televisão, além da internet.

Foco na saúde

O médico César Gelsi (PSDB) vai concorrer novamente a uma cadeira na Câmara. Ele já exerceu quatro mandatos, porém, a sequência foi interrompida porque as chapas de candidatos, uma pelo antigo PMDB e outra pelo PSDB, não atingiram o quociente eleitoral para eleger um vereador. “O meu foco sempre será a saúde”, diz, acrescentando que sem barulho na imprensa, mas com resolutividade. Alguns vereadores para mostrar serviço, diz ele, a cada pequeno ato já colocam na mídia, até um ‘buraquinho’ que se fechar em uma rua.

É só crítica…

Alguns candidatos a prefeito não esperaram a campanha eleitoral começar e já abriram caixa de ferramenta para atacar o governo de plantão na rede social. O emedebista Jair Moretti disse que os ataques vão acontecer até o fim da campanha eleitoral: “Daqui para frente vai ser assim, é só crítica em cima do Edinho”, diz. Lembrou ainda que os opositores estão desesperados porque sabem que o prefeito lidera as pesquisas de intenção de voto. “Estamos conscientes e a nossa campanha será limpa, sem ataques”, garantiu.

Um Paciente…

O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta lançou ontem o livro “Um Paciente Chamado Brasil”, onde relata o descaso do governo federal no começo da pandemia do novo coronavírus. Mandetta aponta dois fatos cruciais do presidente no começo da pandemia: a postura negacionista de Jair Bolsonaro a gravidade do vírus e depois por ter adotado a cloroquina como se fosse um milagre no tratamento da covid-19. “Depois ficou com raiva do médico, ou seja, de mim”, revelou. Como discordava do ministro, Bolsonaro o exonerou.

Cartilha

A Secretaria da Mulher da Câmara dos Deputados lançou ontem a cartilha “Mais Mulheres na Política – Eleições 2020”.  Em quase 50 páginas, será possível conhecer mais sobre a história do voto feminino no Brasil; a importância de se elegerem mulheres; detalhes sobre os trabalhos de vereadoras e prefeitas; planejamento de campanhas; e um passo a passo para concorrer às eleições deste ano; entre outras informações. O objetivo é orientar as candidatas em 2020 e estimular mais mulheres a concorrer a cargos públicos.

Dedo político

A Polícia Federal chegou aos fazendeiros que colocaram fogo na região do Pantanal, que já destruiu cerca de 19% da área pantaneira. O diabo é que em todo lugar onde acontece desastre ambiental, tem dedo de algum político. Dos cinco fazendeiros identificados, dois vendem carne para o grupo Amaggi, do ex-senador Blairo Maggi. Os criminosos ambientais sabem que se der algum problema, é só encostar no ‘amigo político’ para evitar punição, como cancelar multas e até reclusão de quatro anos. A destruição no Pantanal é dantesca e se a PF já identificou parte dos criminosos, a impunidade não pode prevalecer. A lei tem de ser aplicada com rigor e o recurso financeiro das multas deveria ser aplicado naquela região para tornar mais rápida a recuperação da flora e da fauna. É mínimo que se espera…

Por Venâncio de MELLO – Redação jornal DHoje Interior