Confira ‘Nos Bastidores da Política’ deste sábado (24)

Imbróglio

O que não falta é imbróglio envolvendo a direção municipal do PTC. Desde o começo da pré-campanha eleitoral, a Executiva Estadual destituiu dois presidentes. O ex-presidente Adideus Cardoso saiu atirando dizendo que renunciou à presidência porque a chapa de candidatos do partido ainda não recebeu nenhum santinho da coligação ‘Rio Preto de Verdade’, formada pelos partidos PSL/PTC/PSB/PSC, que tem como candidato a prefeito Marcelo Casale (PSL). O coordenador do partido na região, Anderson Rogério de Souza (foto), que também assumiu a presidência interina do partido, disse que Adideus foi expulso por ter colocado na porta da sua loja – sede do PTC – adesivo de um candidato a vereador que não faz parte da coligação. “Adideus foi expulso porque feriu o estatuto do partido ao apoiar candidato de outra coligação”, frisou. A expulsão, diz Souza, foi por determinação do presidente estadual Carlos Almeida.

Dhoje Interior

Material

O presidente interino Anderson Rogério de Souza afirmou que o PTC continua ‘firme’ na coligação apoiando Marco Casale, no entanto, admitiu que a chapa de candidatos a vereador ainda não recebeu material de campanha, porque aguarda liberação da Justiça Eleitoral. Questionado, Adideus Cardoso refirmou que renunciou à presidência por falta de santinhos. “O PTC está abandonado, um terror”, disse. Sobre a propaganda do candidato fixada na extinta sede do partido, Adideus diz que foi colocada sem sua autorização.  

Positivo

O resultado do exame do candidato a prefeito Rogério Vinicius (DC) para covid-19 sai hoje. Se for positivo, o candidato terá de ficar em quarentena durante 14 dias. Como não tem recursos financeiros e nem tempo no horário gratuito no rádio e na televisão, a situação dele fica ainda mais comprometida. Contato com o eleitor não é recomendado, nem mantendo o distanciamento social. A única ferramenta que poderá explorar com mais consistência é a rede social na internet, através do Fecebook, Instagram e WhatsApp. 

Vísceras

O presidente do DC, Adilson Feliciano, disse que a partir da semana que vem vai abrir preta para expor políticos e suas siglas que se envolveram com malfeitos apontados pela Operação Lava-Jato. “Eu vou expor as vísceras desses partidos, porque a maioria tem problemas com a Justiça”, frisou. Acrescentou que muitos políticos estão envolvidos com corrupção e, apesar de passarem de bonzinhos, não passam de lobos. Feliciano enfatizou ainda que vai ensinar aos incautos como se faz uma campanha eleitoral. A conferir!

Dureza

Cláudia de Giuli (MDB) continua com sua conta bloqueada, por isso não pode divulgar campanha eleitoral no Facebook. A Justiça determinou para a plataforma reativar a conta, sob pena de multa diária de R$ 3 mil até chegar ao limite de R$ 50 mil. Para impulsionar a propaganda na plataforma, ela pagou R$ 1.000,00. A conta foi bloqueada porque alguém postou foto fake de um menor nu. Agora, para receber o valor da multa, a emedebista terá de brigar na Justiça. O dinheiro, se chegar, só depois das eleições. Dureza!

Canta de galo

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem renegado a vacina chinesa e também diz que ninguém será obrigado a tomar a dose vacinal para se proteger contra o coronavírus. Agora, seus seguidores, que podem viajar ao Exterior, poderão enfrentar problemas se outros países exigirem comprovante de vacinação, inclusive o próprio presidente. Não tem jeito! Aqui dentro pode cantar de galo, mas lá fora, se não seguir as normas internacionais, não passa da fronteira.  Ainda bem que boa parte do mundo já é civilizado.

Correção

Por uma falha técnica, a foto do abre da coluna saiu trocada na edição de ontem. A foto publicada é do ex-presidente do PTC Marcelo Fernandes. O texto relatava a renúncia ou “expulsão” do também agora ex-presidente Adideus Cardoso (foto). 

Só na esperança

O ministro do Superior Tribunal de Justiça Herman Benjamin defendeu, em debate na Câmara dos Deputados, que a legislação seja aperfeiçoada para fixar critérios para uso e fiscalização dos fundos eleitoral e partidário. Conforme ele, hoje os caciques de muitas legendas concentram os recursos. Para o ministro, o fato de alguns partidos terem “dono” no Brasil já seria “perverso”, “a antítese da democracia”. Segundo ele, “mais perigoso para a democracia do que ter partido com dono, é ter partido com dono com o bolso cheio, que exerce autoritarismo, ditadura interna”. Alguns partidos que recebem mais de R$ 100 milhões do fundo partidário, apontou, retêm até 100% dos recursos na liderança nacional. O ministro, portanto, suspeita de que alguns morubixabas enricam ao abocanhar parte desses recursos. Candidatos de pequenas cidades só ficam na esperança!

Por Venâncio de MELLO – Redação jornal DHoje Interior