Confira “Nos Bastidores da Política” deste domingo (12)

DC apresenta

A Democracia Cristã (DC) apresenta hoje, na sede do partido, seu pré-candidato a prefeito que disputará o processo eleitoral em outubro. É o advogado Rogério Vinícius dos Santos, que atua há 15 anos no Grupo de Amparo ao Doente de Aids (GADA). “Estou preparado e é o momento para disputar as eleições, porque a população quer mudanças”, ressaltou. O pré-candidato também já foi presidente do Conselho Municipal de Saúde, em função disso, diz que conhece como funciona essa área tão sensível.

Dhoje Interior

‘Sem telhado’  

Por atuar como advogado na área da saúde, Vinícius diz que vai apresentar na campanha eleitoral proposta para proporcionar melhorias no setor. Um dos pontos a ser debatido, segundo ele, é a prestação de serviços terceirizados pelo Hospital de Base à Prefeitura. Justificou que o município paga cerca de R$ 600 mil mensais, porém, o hospital não atende pacientes de Rio Preto. Ainda de acordo com ele, dezenas de funcionários são contratados nesse sistema. “Eu não tenho telhado de vidro”, avisou.

Plano de governo

O pré-candidato Vinícius disse que tem propostas que estarão no seu plano de governo, por exemplo, para a assistência social, educação e promoção de concurso público para acabar com a terceirização e aumentar os repasses para o instituto de previdência social, neste caso, extinguir o convênio com o HB. “A falta de capacidade administrativa é proposital para manter essas contratações terceirizadas e isso não passa de barganha política”, frisou. “O que falta é capacidade de gestão”, acrescentou.

Difícil missão

O pré-candidato Vinícius também criticou a forma como a Guarda Civil Municipal está atuando. Para ele, a GCM foi criada para proteger o patrimônio público e não para atuar no trânsito com o objetivo de multar. Para ele, enquanto a Guarda atua no trânsito, vândalos depredam o patrimônio público causando prejuízos ao povo. Apesar de estar animado para disputar a Prefeitura, Vinícius, que já apoiou Edinho Araújo (MDB) em eleições passadas, prevê que será difícil derrotar o prefeito nas urnas em outubro.

Rede social

O presidente da Democracia Cristã, Adilson Feliciano, disse que o partido não tem recurso financeiro e nem tempo no horário gratuito, no rádio e na televisão, para fazer a campanha do candidato a prefeito e para chapa de vereadores. “A nossa ferramenta será na rede social, mas vamos causar impacto na política local”, espera, acrescentou, no entanto  que o objetivo é chegar ao segundo turno.  Falando do DC, que até 2018 era o PSDC, disse que é de direita e adota valores cristãos. “Nada de religião”, concluiu.

Ajuda aos estados

A Câmara dos Deputados realiza sessão amanhã para votar o projeto de ajuda aos estados em razão da emergência do coronavírus. Também será votada a Medida Provisória, do Contrato Verde e Amarelo; e o projeto que amplia a lista de trabalhadores informais beneficiados com o auxílio R$ 600. O texto, que prevê auxílio emergencial aos estados para compensar a queda na arrecadação em decorrência da pandemia, substitui o chamado Plano Mansueto, que previa ajustes com efeitos de médio e longo prazo.

Insumos

Em período de pandemia, o que mais se ouve é reclamações de especialistas da falta de insumos para produzir testes afim de detectar se a pessoa está ou não infectada, respiradores artificiais, máscaras, enfim, falta quase tudo. A falta de investimentos em pesquisas só pode dar nisso. Dinheiro para incentivar pesquisas não tem, agora para manter o Congresso Nacional, que custa mais de R$ 1 bilhão por mês, não falta nada. Cientistas, com pouca coisa, podem fazer muito. O diabo é que, às vezes, nem a conta-gotas.

Lar Dona Pina

O ex-deputado Vitor Sapienza (PPS), que morreu aos 86 anos, vítima da Covid-19,  na última quinta-feira, foi homenageado pelo plenário da Câmara de Rio Preto. Sapienza exerceu cinco mandatos de deputado estadual, inclusive, foi presidente da Assembleia Legislativa. Para manter seu eleitorado fiel, no entanto, Sapienza tinha a casa Lar Dona Pina, no Guarujá, onde caravas do interior iam passar fim de semana no litoral paulista. Só levava alimentos e roupa de cama, a estadia era de graça.

Por Venâncio de MELLO