Confira ‘Nos Bastidores da Política’ desta terça-feira (22)

402 candidatos

O número de candidatos a vereador, segundo dados oficiais da Justiça Eleitoral, é de 402 postulantes a uma cadeira na Câmara de Rio Preto. A maioria dos dirigentes partidários falava grosso de que iria lançar chapa completa, no entanto, no momento crucial, Avante, Rede, Pros, PV e PMN não apresentaram nenhum nome. A Justiça Eleitoral autorizou até 26 candidatos por partido. MDB, 25; DEM, 22; PL, 26; PSDB, 26; PSD, 22; Patriota, 26; Podemos, 21; PP, 20; PMB, 7; Cidadania, 6; Republicanos, 26; Solidariedade, 10; PTB, 20; PDT, 23; PSL, 24; PTC, 16; PSC, 13; PSB, 5; PSOL, 16; PT, 13; PRTB, 19; DC, 6; Novo, 6; PCdoB, 3; e PCO, 1. São 265 homens e 137 mulheres. Ulisses Ramalho (foto), presidente do Patriota, foi um dos dirigentes que cumpriu a meta e lançou chapa completa.

Dhoje Interior

Vestibular

A disputa por uma vaga na Câmara pode ser comparada aos vestibulares das grandes universidades do país na disputa por cursos tops, por exemplo, medicina. Só que para ingressar na Universidade basta estudar muito, agora, no processo eleitoral tem de passar pelo crivo do eleitorado. Ao dividir o número de 402 postulantes pelas 17 cadeiras existentes no Legislativo, portanto, são 23,6 candidatos por vaga. Pode ser comparada ainda com uma corrida de ‘espermatozoides’ em busca da tão almejada cadeira.

Circo

Alguns pré-candidatos a prefeito anunciavam que seus partidos teriam chapa completa para disputar cadeiras na Câmara. Quando chegou às convenções, o discurso mudou de rumo. Além de não conseguir viabilizar a candidatura para disputar as eleições majoritárias, um desistente também não apresentou sequer um nome para representar a sigla na proporcional. “Tudo é um circo”, diz o morubixaba Adilson Feliciano, presidente do DC, que está empenhado na campanha do candidato a prefeito Rogério Vinicius. Muito blábláblá…

Capturado  

O radialista Lucas Gomes, conhecido no meio político local, foi seduzido pelo canto da sereia e se de mal. Informação extraoficial que chega lá do estadão mineiro diz que o radialista emprestou a sua conta bancária à uma pessoa para receber um depósito. Só que ele não imaginava que o ‘amigo’ pertencia a uma quadrilha de estelionatário e ao chegar à agência para sacar o dinheiro ilícito em Frutal, Lucas foi capturado pela polícia. Ele foi diretor da TV Câmara e assessor de imprensa da Casa. Agora, só resta rezar!

Extinção

Cabo eleitoral, trabalhador temporário que era contratado para entregar santinhos durante as campanhas eleitorais, parece que também é uma atividade em extinção. Dirigentes partidários consultados, se vão contratar pessoal para entregar material, dizem que não tem dinheiro. Aliás, neste período de pandemia e de emprego escasso, até que iria favorecer muita gente que recorre aos bicos para ganhar uns trocados. Além da falta de dinheiro, seria a interferência dos aplicativos e da robotização por meio da rede social?

Amigo virtual

Candidatos a prefeito ou a vereador que usam as redes sociais para conquistar o eleitor, acreditam que uma postagem que recebe grande audiência significa bom desempenho nas urnas. Quando o internauta curti um determinado assunto, não significa que ele irá votar no candidato que fez o post. Afinal, às vezes, o internauta é ‘amigo’ de todos os candidatos. Isso vale para todo o país. O ‘amigo’ mais leal nessa circunstância talvez seja aquele que faz algum tipo de crítica construtiva. Foge, portanto, do oba-oba.

Míssil atômico

Com a definição dos candidatos que vão disputar as eleições para prefeito, coordenadores de campanhas já começam a preparar pesquisas para analisar a real situação dos seus representantes. Foram realizadas pesquisas antes das convenções, porém, incluía o ex-prefeito Valdomiro Lopes (PSB), que não era candidato. Agora, com os 10 postulantes definidos, as sondagens vão apontar a real situação de cada um. Se o desempenho de alguns candidatos continuar estagnado, só se amarrar em um míssil atômico para subir…

Lorota

O ministro Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, disse ontem que entidades internacionais querem derrubar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao fazerem críticas sistemáticas às queimadas no Pantanal e na Amazônia. O general deveria ser verdadeiro, autêntico e não ficar criando lorota para induzir o grupo de incautos que defende o governo. Na campanha em 2018, ao dizer que era preciso rever as ações do Ibama na aplicação de multas aos madeireiros, grileiros e garimpeiros, o então candidato Bolsonaro sinalizou que os malfeitores poderiam avançar para extrair os recursos naturais: “O Brasil precisa desenvolver”, disse à época. O governo, que não tem plano para o meio ambiente, a não ser o da destruição, colhe o que plantou…

Por Venâncio de MELLO – Redação jornal DHoje Interior