Confira ‘Nos Bastidores da Política’ desta terça-feira (20)

Foco no voto

A candidata a prefeita Coronel Helena Reis (Republicanos, foto) disse no seu programa na televisão que, se eleita nas próximas eleições, pretende criar a Secretaria de Segurança Pública, para abrigar a Guarda Civil Municipal, a fim de fortalecer a segurança na cidade. Durante as sessões da Câmara, um grupo de vereadores faz todo tipo de promessas para fortalecer a GCM. Observa, no entanto, que todos querem uma fatia dos votos dos agentes e de seus familiares. A GCM foi criada para proteger o patrimônio público, mas parece que querem desvirtuar a função da instituição. O que mais se vê pelos quatro cantos da cidade é vandalismo contra o patrimônio público. A GCM, portanto, não foi criada para preservar a ordem pública. Se assim fosse, não haveria mais a necessidade da presença da Polícia Militar no município.

Dhoje Interior

Constituição

A Constituição Federal determina no seu artigo 144: “A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos: os municípios poderão constituir guardas municipais destinadas à proteção de seus bens, serviços e instalações, conforme dispuser a lei.” O diabo é que na campanha eleitoral os candidatos fazem tudo o que é tipo de promessa e os incautos acabam comprando suas ideias.

Rastelar

Até que enfim a direção nacional do PSOL liberou uma pequena quantia para o candidato a prefeito Marco Rillo gastar na sua campanha, R$ 66.250,58. Rillo já havia recebido doação de R$ 7 mil de três amigos, portanto, tem um montante de R$ 73.250,58. A Justiça Eleitoral autorizou gastos de até R$ 2.722.689,86 para cada candidato no primeiro turno. Para chegar ao limite permitido, portanto, Rillo terá que rastelar muita grana. Ele disse que queria estrutura para fazer uma campanha “digna”, mas deve ficar no sonho!

Tentáculos

Se depender do apoio de Jean Dornelas (MDB), o candidato a prefeito Renato Colombano (Republicanos) sairá vitorioso na disputa pela Prefeitura de Fernandópolis. Dornelas em vídeo enaltece as qualidades de Colombano para administrar aquela cidade. Agora, Dornelas tem de multiplicar seus tentáculos para dar conta do recado, afinal, está em campanha para tentar se reeleger vereador. Aliás, precisa fixar bem os tentáculos, porque a chapa emedebista tem quatro vereadores na disputa pela reeleição. A briga é bruta!

QR Code

O candidato a vereador Vanusmar Vieira de Assis (PSL), o Goiano, disse que inovou a sua campanha na disputa por uma cadeira na Câmara de Rio Preto, ao usar o aplicativo QR Code. Para acessar as mensagens, é só o eleitor fotografar o símbolo do QR Code, que significa resposta rápida, para entrar na página de Goiano, segundo esclareceu Arizia Maia, da coordenação de campanha do candidato a prefeito Marco Casale (PSL). Cada um do seu jeito, os candidatos estão recorrendo a tecnologia para conquistar o eleitor.

Encrenca

A encrenca envolvendo a deputada Carla Zambelli e o senador Major Olímpio, ambos do PSL, já extrapolou os limites da civilidade. O imbróglio é por causa de apoio aos candidatos a prefeito Marco Casale (PSL) e Paulo Bassan (PRTB). Enquanto Olímpio apoia Casale, Zambelli defende Bassan. Os candidatos se autodeclaram bolsonaristas. A encrenca não traz dividendos políticos para nenhum deles. Tanto é que estão estagnados, na rabeira, nas pesquisas de intenção de voto. Zambelli vem hoje à cidade para oficializar seu apoio.

Observatório

A Secretaria da Mulher lança hoje o Observatório de Violência Política contra a Mulher pela Transparência Eleitoral Brasil, na Câmara Federal. Foi convidada a coordenadora Geral da Transparência Eleitoral Brasil, Ana Claudia Santano. O Observatório consistirá em um grupo que terá como objeto central a compilação de informações e acompanhamento de ações de combate e prevenção da violência política contra a mulher em todas as fases de seu desempenho na política, englobando sua eleição e sua atuação parlamentar.

Abstenção

Marinho das Bombas (Patriota) disse que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) errou ao estabelecer o período da manhã, por causa da pandemia, para os idosos votarem nas próximas eleições. O vereador disse que boa parte dos idosos tem preferência a votar no período da tarde. Segundo ele, isso poderá aumentar ainda mais o percentual de abstenção, que em Rio Preto sempre girou em torno de 30%. “Diante dessa alteração, as abstenções podem chegar aos 40%”, prevê. “É só pagar uma multinha”, diz, se referindo ao valor irrisório da pena. Como parte do eleitorado está com medo do vírus, Marinho diz que a situação pode se agravar ainda mais. Marinho desistiu de disputar a reeleição com o intuito de apoiar seu filho, Brunho Marinho (Patriota), na disputa por uma cadeira na Câmara. “Ele (filho Bruno) é advogado e está preparado para exercer a função de vereador”, pontuou.  

Por Vênancio de MELLO – Redação jornal DHoje Interior