Confira ‘Nos Bastidores da Política’ desta sexta-feira (14)

Incógnita

Fábio Marcondes (PL, foto) continua aguardando definição de dirigentes partidários para traçar o seu futuro político. Existem três possibilidades, segundo ele, ser candidato a prefeito, vice na chapa de outro candidato ou ainda disputar a reeleição para vereador. A decisão passa pelo crivo do vice-governador Rodrigo Garcia, que ainda não decidiu se o DEM vai ou não lançar candidato para prefeito. Se a decisão de Rodrigo for pela candidatura própria, Marcondes, que é presidente do PL, poderá ser candidato a vice na chapa possivelmente liderada pelo ex-deputado Orlando Bolçone. A conferir…

Dhoje Interior

Latente

Orlando Bolçone (DEM), sempre ponderado nas duas declarações, disse que não é momento para falar de política, se referindo a pandemia do coronavírus que já matou cerca de 105 mil brasileiros. “Vamos esperar o tempo certo, com calma e humildade”, frisou, se referindo a convenção do partido, a ser promovida entre 31 de agosto a 16 de setembro. O que for decidido em comum acordo com a direção do DEM, o ex-deputado diz que está à disposição do partido. Agora, a chance de ele ser vice de Edinho Araújo (MDB) é latente.

Pacificado

Na previsão da equipe de Edinho Araújo (MDB) é que não haverá mais mudanças no primeiro escalão por causa de acordos partidários para disputar a Prefeitura. Para a equipe, o governo está pacificado, graças a expertise do prefeito. Agora, uma coisa é fato: os adversários inimigos, dizem os assessores, começam a mostrar a cara. A secretária Fabiana Zanquetta (Habitação) pediu demissão, mas o prefeito não aceitou. Para não dar vitamina aos adversários, ela se desligou do Republicanos. Prevaleceu a competência…

Sem palanque

Está valendo a lei que proíbe vereador de declarar voto ou fazer comentário em votação de requerimentos, monções ou congratulações. A lei, que vigora em período eleitoral, evita que o vereador usa a estrutura da Casa como se fosse palanque político, fazendo confraternização ou bajulação, com pessoas de seu reduto eleitoral. Bajulação tem de ter limite, porque só agrada o bajulado. Aliás, por causa ‘das massagens de egos’, acompanhar as sessões da Câmara chega a ser irritante devido ao elevado número de gracejos.

Dinâmica

Ao ser indagado sobre a proibição de palanque político na Câmara, Zé da Academia (Patriota), segundo secretário da Mesa Diretora, elogiou a lei de autoria de Fábio Marcondes (PL). “A sessão vai ficar mais rápida, dinâmica e objetiva”, diz. Agora, a lei deixou alguns vereadores insatisfeitos, principalmente neste período pré-campanha eleitoral. Ou seja, perderam o espaço para levar suas mensagens aos seus redutos eleitorais. Marco Rillo (PSOL), que é contra as homenagens que atrasam as votações, é a favor da lei.

Agrado

Muitos vereadores rio-pretenses já foram eleitos ou reeleitos com o apoio de religiosos, como padres ou pastores. Os religiosos não apoiam políticos nas campanhas eleitorais por serem bonzinhos. Por detrás dessa força religiosa, sempre tem algum tipo de agrado financeiro, bombons ou trufas. Assim que ocorre o acerto, o religioso passa a defender o apadrinhado junto aos fiéis. Como são obedientes e acreditam no que diz o líder da igreja, a chance de os fiéis votarem no indicado aumenta de forma significativa.

Cassar

Para evitar que políticos usem a religião ou estruturas de igrejas para pedir votos, o ministro Edson Fachin, do Tribunal Superior Eleitoral, quer combater os abusos com a cassação do mandato. Fachin defende que a viabilidade do exame jurídico passe a valer para as próximas eleições. “Por essa razão, entendo que a intervenção das associações religiosas nos processos eleitorais deve ser observada com a devida atenção”, frisou. O candidato que não quiser ser cassado, portanto, deve pedir voto bem longe das igrejas.

Melou

O acordo entre o DC e o PMN para fechar aliança com o objetivo de disputar a Prefeitura virou água. Rogério Vinicius (DC) sairia como candidato a prefeito e o empresário Antônio Pereira (PMN), o Cebolão, como vice. O acordo seria chancelado com o apoio das executivas estaduais das siglas, hoje, em São Paulo. Por causa de desentendimento não revelado, Pereira declarou que já está atrás de outro partido em busca de aliança. O presidente do DC, Adilson Feliciano, revelou que Pereira não honrou o acordado. “Infelizmente, ele blefou, fingiu que tinha um zap na manga, não tinha, jogou as cartas na mesa e saiu”, cutucou.

Por Venâncio de MELLO – Redação jornal DHoje Interior