Confira ‘Nos Bastidores da Política’ desta quinta-feira (21)

Para-raios  

O presidente Paulo Pauléra (PP) disse que a pandemia colocou pressão na classe política, já que os comerciantes continuam reivindicando a flexibilização. A Câmara, portanto, funciona como se fosse um para-raios: “A gente fez duas reuniões com o prefeito, enviamos requerimentos, tudo com o objetivo de ajudar”, diz. O ideal, segundo ele, é a regionalização para que cada município cuide do seu povo, com base nas suas características. “Aí pode analisar o que pode ser feito, para o comércio começar a respirar”, frisa.

Dhoje Interior

Regionalizar

O decreto do governador João Doria (PSDB), que está em vigor e impõe as medidas restritivas expira no dia 31 de maio. A expectativa é que a partir de 1° junho, diz Paulo Pauléra (PP), é que haja a regionalização. O presidente lembrou ainda que faz dois meses que as restrições foram impostas pelo Estado, por isso o comércio em geral está se esfacelando. A informação é que cerca de 80 lojas estão condenadas financeiramente e não vão reabrir suas portas: “A situação é grave e a verdade é uma só: regionalizar”.

Azar

Os 150 profissionais da área da educação aprovados no concurso tiveram azar. Se tivessem assumido seus cargos antes do começo da pandemia, estariam com salários garantidos. Como as atividades foram suspensas antes de eles tomarem posse, a Prefeitura teve de suspender a convocação, para evitar questionamento do Tribunal de Contas. O secretário Luís Roberto Thiesi (Administração) informou que a folha de pagamento seria cerca de R$ 440 mil mensais ou R$ 5,2 milhões/ano. Por causa da crise, a ordem é economizar.

Temida

O número de infectados pelo coronavírus voltou a crescer, ou seja, de terça para quarta-feira mais 27 pessoas contraíram a temida covid-19, em Rio Preto. O número total de contaminados até ontem era de 486, com 17 óbitos. O secretário da Saúde, Aldenis Borim, insiste na tese: “Fique em casa”. Mesmo com a recomendação diária, o isolamento social continua baixo, 44%, sendo que o ideal seria acima de 55%. Borim diz que está sob controle, porém, alerta que uma possível flexibilização tem de ser feita com respeito.

Morre

O deputado estadual Gil Vianna (PSL-RJ) morreu na madrugada de ontem, aos 54 anos, com covid-19. Vianna era amigo da família do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Será que o presidente vai continuar insistindo que o vírus só provoca uma “gripezinha”? Quando a morte bate à porta de gente próxima, geralmente, dá uma chacoalhada nos mais durões. Agora, fica complicado quando a televisão mostra diariamente corpos sendo enterrados, sem cerimônia para evitar contágio, insistir que a situação não é nada grave.

Desperdício zero

A arrecadação da Prefeitura tem caído por causa da pandemia do coronavírus, porém, o que tem garantido uma certa tranquilidade é a reserva acumulada pelo governo no período das vacas gordas. A ordem do prefeito Edinho Araújo (MDB), segundo fontes do governo, é gastar só o necessário, depois de uma análise feita com lupa. “Desperdício zero é o lema do prefeito”, revelou o funcionário Martinho Ravazzi, da Secretaria da Fazenda. Precaução em período de crise, portanto, é essencial para evitar colapso nas finanças.

Cloroquina

A comunidade científica está em alerta devido a insistência do presidente Jair Bolsonaro, no uso da cloroquina, para tratar pacientes com covid-19. “Essa droga não tem efeito profilático e o governo vai jogar dinheiro público no lixo”, declarou o cientista Miguel Nicolelis. Com base no código de ética médica, declarou que qualquer profissional pode se negar a ministrar o medicamento. “É vedado ao médico causar dano ao paciente”, citou, dizendo que isso é causa pétrea. Alertou ainda sobre os efeitos colaterais.

Desespero

Pré-candidatos a prefeito de partidos nanicos estão em plena atividade, com o foco nas eleições em outubro. Antônio Pereira (PMN), o Cebolão, por exemplo, informou que tem andado pela periferia da cidade e constatou que a situação financeira de muita gente é desesperadora. “Muitas famílias já não têm o que comer dentro de casa”, relatou. O motivo é a suspensão das atividades comerciais devido ao coronavírus. Lembrou ainda que tem cerca de dois mil salões de beleza e os profissionais estão entrando em desespero.

Por Venâncio de MELLO