Confira “Nos Bastidores da Política” desta quinta-feira (2)

Caos maior

O chefe de gabinete, Zeca Moreira, disse que o prefeito Edinho Araújo (MDB) entende que as medidas restritivas são duras ao setor comercial e também para outras atividades, porém, necessárias para evitar um caos maior no setor da saúde, caso a vigilância sanitária perca o controle sobre a propagação do vírus. Moreira lembrou que todas as secretarias, de acordo com suas possibilidades, estão colaborando no combate ao vírus. “Estamos todos unidos sob a liderança do prefeito”, ponderou.

Dhoje Interior

Prefeito/vereadores

Edinho Araújo (MDB) vai se reunir com os 17 vereadores para esclarecer as medidas adotadas para combater o covid-19. O pedido para marcar reunião entre o prefeito e os legisladores partiu do presidente da Câmara, Paulo Pauléra (PP). “O vereador é muito próximo da população, por isso tem recebido pressão e a reunião será importante para tirar dúvidas”, diz. O secretário da Saúde, Aldenis Borim, também participa do encontro, que vai acontecer no nono andar da Prefeitura, hoje, a partir das 15h.

Sessão extra

O presidente da Câmara, Paulo Pauléra (PP), informou que poderá convocar sessão extraordinária para analisar dois projetos do Executivo. Se convocar a sessão, Pauléra disse que será para a próxima quarta-feira. “Tem de ser sessão extraordinária, porque as ordinárias estão suspensas até 15 de abril”, lembra. As sessões ordinárias são promovidas sempre às terças e quinta-férias, no entanto, a próxima é Quinta-Feira Santa, lembra o presidente da Casa: “Mas ainda não tem nada definido”.

Não funciona

No pacote de medidas adotadas pelo governo federal para amenizar os efeitos da pandemia, está o congelamento de pagamento de parcelas de dívidas contraídas por pessoa física ou jurídica na rede bancária. O corretor de imóveis Marcos Severiano diz que está difícil para concretizar a operação na Caixa. Segundo ele, o plano é bom, mas na prática está emperrado, a parcela vence e a fila só cresce. “O site não funciona e a Caixa não tem funcionários para atender a demanda”, reclama.

Cerco aperta

Um cidadão comentava na fila de uma agência bancária que o comércio vai ter de abrir, porque já tem gente passando fome. “Se não abrir por bem (com a autorização da Prefeitura), vai ser na marra mesmo”, disse irritado. As medidas restritivas para controlar o coronavírus são importantes, porém, ninguém está suportando a carga imposta pelo poder público. Os comerciantes e autônomos, em geral, são os que mais sofrem sem o faturamento diário para bancar suas despesas.

 Conta zerada

As três esferas que arrecadam recursos financeiros – federal, estadual e municipal – para bancar pagamentos de funcionários, manter serviços essenciais e ainda para fazer investimentos em geral, com essa pandemia, também estão com os cofres cada vez mais vazios. Os aposentados continuam recebendo em dia, porém, a situação poderá ficar crítica, caso a pandemia persistir por prazo indeterminado. Imagine aposentado na fila do banco e, ao passar o cartão no caixa eletrônico, encontrar a conta zerada?

Filantropia

O governador do estado de São Paulo, João Dória (PSDB), liberou R$ 100 milhões para 300 Santas Casas e hospitais filantrópicos para o combate da covid-19. Com o apoio financeiro, hospitais com suporte técnico, poderão liberar leitos para atender pacientes que apresentarem sintoma grave da doença. A Central de Regulação de Vagas vai intermediar as transferências dos recursos financeiros. O recurso será liberado de abril até julho, segundo informação da assessoria do deputado Itamar Borges (MDB).

Figurões

O prazo para fazer transferência de partido, como prevê a janela aberta pela Justiça Eleitoral, se expira sábado. Dirigentes partidários andam preocupados com assédio sobre os chamados cabeças de chapas. Ou seja, os puxadores de votos que elevam a votação da chapa para fazer cadeira na Câmara. Agora, os dirigentes não podem se esquecer de proteger os colonos, com potencial de mil a dois mil votos. São os pequenos e médios colonos que empurram os figurões para dentro do Legislativo.

Furquim deixa PP

Gérson Furquim pediu desfiliação do PP ontem e agora está em tratativas com outras siglas para se filiar, afim de disputar a reeleição. “Eu fui obrigado a sair”, disse, se referindo a decisão do presidente do PP, Paulo Pauléra, que negou legenda para ele concorrer. O vereador não quis antecipar a sigla que pretende se filiar. Se limitou a dizer que são várias as tratativas com dirigentes partidários. “A decisão só no sábado”, diz. É o prazo para filiação determinado pela Justiça Eleitoral.

Por Venâncio de MELLO