Confira ‘Nos Bastidores da Política’ desta quarta-feira (05)

Compra de voto

A compra de voto é uma cultura brasileira que não tem fim. Nesta pré-campanha eleitoral, mesmo em plena pandemia, postulantes a uma cadeira na Câmara fazem doações de cestas básicas e até cadeiras de rodas, com foco no voto. Apesar de ser abominável pela Justiça Eleitoral, os prováveis representantes do povo, na essência, querem chegar ao poder. Zé da Academia (Patriota, foto) revelou, que nas suas andanças pela cidade, tem constatado o efeito do poder econômico. O eleitor, de acordo com ele, pede ajuda e se não é atendido, diz que não vai votar. “Isso incentiva à corrupção”, lamentou. 

Dhoje Interior

Necessitados

Zé da Academia revelou ainda que a venda de voto acontece na classe de renda mais baixa da população. “São os mais necessitados”, conta. O efeito negativo da pandemia provocada pelo coronavírus no setor econômico, reduziu a renda de muitas famílias e ampliou o espaço para os oportunistas fazerem as doações, forma indireta de comprar votos. Como estão necessitados, os eleitores recebem a boa ação. “Isso dá chance ao postulante desonesto a comprar votos”, diz chateado o vereador, que vai disputar a reeleição.

Novo  

Filipe Marchesoni (Novo) marcou a convenção do partido para 2 de setembro, a fim de oficializar a sua candidatura para prefeito e da vice Aglae Antunes, filha do saudoso prefeito Manoel Antunes. Como o partido adotou processo seletivo para escolher os pré-candidatos a vereador, Filipe diz que a chapa terá sete nomes. “Sete pessoas foram aprovadas”, lembrou. Os partidos podem lançar até 26 candidatos, porém, a seleção foi feita com base nos critérios da sigla. A convenção poderá ser virtual por causa do vírus.  

Sem recuo

O presidente do PTC, Marcelo Fernandes, garantiu que o nome da pré-candidata a prefeita Danila Azevedo estará nas urnas. “Não tem recuo, vamos até o fim”, diz, rebatendo comentários de adversários prevendo que siglas pequenas poderão desistir na reta final. Fernandes informou ainda que a chapa majoritária também terá uma mulher como candidata a vice. “São duas mulheres de M maiúsculo”, fez questão de frisar, acrescentando que, se eleitas, vão desarticular o sistema político que perdura na cidade por 20 anos.

Gurus

Quando o assunto é política, fica difícil até para os gurus mais qualificados preverem o futuro. Agora, tem expert tentando enxergar além da linha do horizonte, ou seja, profetiza que ex-deputado Orlando Bolçone (DEM) poderá ser o vice na chapa de Edinho Araújo (MDB), pensando nas eleições de 2024. Caso reeleito, será o último mandato do prefeito Edinho, portanto, abriria espaço, a fim de apoiar Bolçone para sucedê-lo no cargo. Faz sentido, já que Bolçone tem na retaguarda o vice-governador Rodrigo Garcia (DEM).

Negacionistas

Se dependesse do empenho do secretário da Saúde, Aldenis Borim, as infecções por Covid-19 já estariam sob controle na cidade. Agora, ninguém pode acusar a equipe da saúde de negligente ou omissa. O prefeito Edinho Araújo (MDB) segue à risca as orientações, sinal que confia na equipe comandada pelo secretário. Infelizmente, parte da população seguiu exemplos dos negacionistas à doença, contribuindo para fortalecer a pandemia. O número de mortes cresce e ainda tem gente que não acredita na letalidade do vírus.

Incêndio

Projeto aumenta a pena para o crime de incêndio em mata ou floresta. O texto altera a lei de crimes ambientais. Além de multa, a pena será reclusão, de 4 a 12 anos. Hoje, são de 2 a 4 anos. Se for crime culposo, pela proposta a detenção será de 1 a 3 anos – ante os atuais de 6 meses a 1 ano. “No ano passado, o número de queimadas na Amazônia foi 145% superior ao registrado em 2018, o que demonstra a gravidade da situação e a necessidade de o Parlamento dar resposta à altura”, diz a autora, Bia Cavassa (PSDB-MS).  

Farra

O ministro Ricardo Salles (Meio Ambiente) não desistiu da ideia de transformar a floresta amazônica em cinzas. Levantamento mostrou que de julho de 2018 a agosto de 2019 a destruição chegou a 1 milhão de hectares. A exemplo do que ele pretendia fazer com a pequena floresta na área do extinto IPA, Salles não especifica no plano Floresta+ o que deverá ser explorado na região. Se apoia o subordinado, sinal que Jair Bolsonaro é a favor do plano de acabar com a floresta para ‘desenvolver’ o Brasil. Só uma pressão sistemática dos investidores nacionais e internacionais para acabar com a farra.

Por Venâncio de MELLO – Redação jornal DHoje Interior