Confira a coluna ‘Nos Bastidores da Política’ deste sábado

Nada de festas

O número de contaminados pelo coronavírus, segundo dados da Secretaria da Saúde, continua em ascensão na cidade.  Apesar das infecções terem aumentado, com 518 casos confirmados até ontem, o secretário Aldenis Borim diz que a situação está sob controle. No feriado esticado neste fim de semana, ele pede a colaboração da população para ficar em casa. “Nada de festas e viagens”, alertou. Se a população cumprir o isolamento à risca, o resultado positivo vai aparecer 15 dias após o feriado, informa o secretário.

Dhoje Interior

Mais pressão

Cerca de 50 profissionais que atuam no setor de salões de beleza e de barbearias fizeram manifestação, ontem, em frente à Prefeitura. Um pequeno grupo, liderado pelo presidente da Câmara, Paulo Pauléra (PP), se reuniu com Edinho Araújo (MDB) para reivindicar a retomada das atividades. O prefeito disse que vai respeitar o decreto estadual (expira em 31 de maio) e, a partir de 1º de junho, existe a possibilidade de liberar as atividades, desde que sejam respeitadas as medidas de segurança para evitar a propagação do vírus.

Loucura

Falando como autoridade da área da ciência, o secretário da Saúde, Aldenis Borim, informou que o governo local está preparando um plano com o propósito de flexibilizar a reabertura do comércio a partir de 1º de junho, porém, alertou que as regras terão de ser seguidas na íntegra. “Ao contrário, seria uma loucura”, profetiza. A preocupação do secretário é se os comerciantes vão respeitar o plano, na íntegra, para evitar o aumento da disseminação do novo coronavírus. Aí entra a disciplina! Isso vale para todos…

Cadê o Xi?

O presidente da China, Xi Jinping, ainda não deu explicação ao mundo sobre sua omissão quando o coronavírus surgiu, em Wuhan. Como não avisou de forma midiática alertando que o vírus poderia ser letal, o povo do planeta paga com a vida pela falta de higiene sanitária chinesa. Se avisou e a Organização Mundial da Saúde foi leniente, o presidente dos EUA, Donald Trump, tem certa razão ao suspender a ajuda financeira. O mundo só acordou para a gravidade da covid-19, quando o surto explodiu na Itália. Já era tarde…

Vírus agradece

O governo do Estado atira por todos os lados para conter a propagação do vírus que veio da China. O feriado de 9 de julho, que se comemora a Revolução de 32, foi antecipado pelo governador João Doria (PSDB) para a próxima segunda-feira. A proposta foi aprovada pela Assembleia Legislativa, quinta-feira à noite. Apesar de muito criticado por segmento da sociedade, Doria tenta frear as infecções para não causar colapso por falta de vagas nas UTIs. Agora, cada um tem de fazer a sua parte, senão, o vírus agradece.

Fato!

Como pode uma pessoa que compra máscaras descartáveis para não contrair o novo coronavírus dispensar o acessório em qualquer lugar, sem nenhum constrangimento? Se compra o produto descartável, é porque tem um nível financeiro elevado. Isso é fato! Quem não tem, compra de tecido, lava e usa novamente. Também é fato! Agora, tem dinheiro, mas falta educação. É mais uma ação nefasta ao meio ambiente, que já está extremamente poluído. O que não falta são máscaras descartadas na região da represa. Muito triste…

Recado direto

O deputado José Neto (Podemos-GO) apresentou projeto que torna passível de impeachment o presidente que adotar, apoiar ou induzir medidas contrárias ao consenso científico e às recomendações técnicas de organismos nacionais e internacionais, colocando em risco a saúde da população. “É dever do presidente, em respeito à Constituição Federal, considerar o consenso médico e se furtar a tomar medidas que possam colocar em risco a população que jurou proteger”, diz. É um recado direto ao presidente Jair Bolsonaro!

Sem acordo

O ministro da Casa Civil, Braga Netto, defendeu ontem a retomada da economia para que não corra o risco de caos social em consequência da pandemia. Ao Congresso Nacional que acompanha a execução orçamentária relacionada ao coronavírus, o ministro disse que o governo trabalha para preservar empregos e que mais de 8 milhões foram mantidos até agora, mas que os recursos são finitos. “Se a economia não voltar, vai ter gente morrendo de fome e caos social”, diz. A declaração é contra o isolamento… sem acordo!

Por Venâncio de MELLO