Confira a coluna ‘NOS BASTIDORES DA POLÍTICA’ deste sábado

Calamidade

O governador João Doria (PSDB) adotou política diferente da que está sendo praticada pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, no combate ao coronavírus. Doria assinou decreto ontem que reconhece o estado de calamidade pública no estado. O objetivo, segundo ele, é desburocratizar o processo de compras e contratações de serviços essenciais no combate ao Covid-19. “Nossa prioridade absoluta é salvar vidas”, disse. Como é o estado mais populoso, o tucano não quer dar sopa ao vírus.

Dhoje Interior

Emergência

Após uma longa reunião com o secretário da Saúde, Aldenis Borim, ontem, o prefeito Edinho Araújo (MDB), depois de avaliar a pandemia que ameaça a população rio-pretense, decidiu decretar estado de emergência para tentar controlar o avanço do coronavírus no município. O decreto, que detalha as medidas que serão adotadas, está sendo publicado na edição de hoje deste jornal, órgão oficial do município. Agora, a população precisa fazer a sua parte. A situação é preocupante…

Na onda

Deputados federais estão surfando na onda do “recém-nascido” corona vírus que surgiu na China, no fim do ano passado. Parlamentares de todas as plumagens já apresentaram cerca de 100 projetos com o objetivo de atenuar a pandemia do vírus, como mercado de trabalho, serviços públicos, relações de consumo e educação. Se proposta resolvesse o problema, os brasileiros estariam protegidos de todos os males, inclusive, desse vírus “morcegoneano”, que conseguiu parar o mundo.

Falta dinheiro

Quando se trata conceder benefícios à população, nenhum parlamentar de direita consegue ter o mesmo desempenho dos representantes da esquerda. Proposta do deputado José Ricardo (PT-AM), por exemplo, concede seguro-desemprego para os trabalhadores demitidos sem justa causa no período da pandemia provocada pelo coronavírus. A proposta do petista é louvável, porém, o país está quebrado financeiramente e de onde o governo iria tirar tanto dinheiro para bancar o benefício?

Atestado

A proposta encabeçada pelo deputado Alexandre Padilha (PT-SP), por exemplo, prevê o atestado médico eletrônico para os trabalhadores que estiverem em quarentena. O projeto, que está no bojo das propostas por causa do Covid-19, foi baseado em experiência da Inglaterra, tem apoio da comissão e deverá ser levado pelos líderes partidários para ser votado pelo plenário da Câmara Federal. Só para recordar, o deputado Padilha foi ministro da Saúde do governo Dilma Rousseff (PT).

Vacinação

A lei estadual que torna obrigatória a apresentação da carteira de vacinação no ato da matrícula escolar, começou a vigorar na última terça-feira. O autor a lei, Professor Kenny (PP), disse que o Estado de São Paulo será uma referência para o resto do país: “Dentro de três anos 100% das crianças estarão protegidas de qualquer doença.” A medida é válida para as redes pública e privada. Como boa parte dos pais não vacina seus filhos, portanto, tudo no Brasil só funciona na base da lei. Triste!

Omissão

O presidente Donald Trump fez uma declaração, de forma sutil, que responsabiliza o governo chinês por essa pandemia provocado pelo coronavírus: “O vírus não deveria ter saído da China. ” Fato! Se o governo daquele país não fosse omisso, a realidade não estaria tão dramática. O médico que alertou o governo sobre o vírus, foi execrado, inclusive, morreu. O governo central deixou o vírus sob o tapete vermelho por quase dois meses. Quando trouxe à tona, a situação já estava fora de controle.

Pré-campanha

Se a proliferação do coronavírus persistir vai atrapalhar a pré-campanha dos políticos que vão disputar as eleições em outubro. Para conseguir votos, principalmente candidato que disputa a eleição proporcional, caso de vereador, tem de gastar a sola do sapato. Marco Rillo (PT) sempre priorizou contato direto com o seu eleitorado. Além de buscar o voto, também é um meio eficaz para o vereador fazer a prestação de contas do seu mandato ao eleitorado. Se fez um bom trabalho, a reeleição está garantida.

 

Por Venâncio de MELLO