Confira a coluna ‘Nos Bastidores da Política’ deste domingo (28)

Por enquanto

A lista de pré-candidatos a prefeito de Rio Preto está extensa, por enquanto, conta com 12 postulantes: Danila Azevedo (PTC) (foto), Coronel Helena (Republicanos), Celi Regina da Cruz (PT), Rogério Vinícius (DC), Renato Pupo (PSDB), Marco Casale (PSL), Kawell Lott (Podemos), Antônio Pereira (PMN), Paulo Neto (PSC), Filipe Marchesoni (Novo), Marco Rillo (PSOL) e prefeito Edinho Araújo (MDB), que vai disputar a reeleição. Não é por falta de opção que cerca de 330 mil eleitores deixarão de votar nas próximas eleições.  

Dhoje Interior

Previsão

Uma singela previsão que irá acontecer nas convenções partidárias. Parte desses postulantes vai pular nos braços dos candidatos mais fortes, com possibilidade de vitória no processo eleitoral. A exemplo de eleições passadas, é normal amarrar acordos com o objetivo de fortalecer determinada candidatura. Hoje, o nome a ser batido é o do prefeito Edinho Araújo (MDB). Se o calendário eleitoral não for postergado devido a pandemia, nas convenções marcadas entre 20 de julho a 5 de agosto, tudo será esclarecido. É praxe! 

Atrapalha

Marco Rillo disse que pretende abrir mão da disputa pela reeleição para vereador a fim de apoiar a pré-candidatura de João Paulo Rillo, ambos do PSOL. Com seu apoio, Rillo entende que seu filho será o mais votado na disputa por uma cadeira nas próximas eleições. Se concorrer à reeleição, entende que isso atrapalha tanto ele quanto o filho. “O nosso eleitorado é o mesmo”, explica. Rillo, que cumpre seu quinto mandato, diz ainda que o ideal é sigla ter candidato a prefeito para reforçar a chapa de vereadores.

Chefão  

Alguns políticos chegavam a ser dono de até três partidos na década de 90. Além de ser presidente do partido mais robusto, o chefão escolhia a dedo amigos para serem ‘presidentes’ das outras siglas. Só por ser presidente de um partido nanico, por exemplo, o assecla ficava encostado em cargo público usufruindo das benesses que a presidência oferecia. Por ter partidos sob o domínio, no momento de fechar aliança com candidato a prefeito, com chance de vencer, rendia secretaria ao chefão, que sempre estava no jogo.

Sem pedigree

Pelo menos aqui em Rio Preto, na atualidade, não tem informação de que um único político tenha sob controle mais de um partido. Como tem 35 partidos legalizados pelo TSE, em algum canto deste País, pode ser que isso ainda ocorra. Por isso que sempre existe grande empenho de políticos tradicionais em criar novas siglas. Se o partido emplaca e elege deputado federal, por exemplo, tem direito ao fundo partidário, um bom negócio para o dono da sigla. Mais: além de negociar a legenda para candidato sem pedigree.

Atrás de vices

Os pré-candidatos a prefeito estão correndo atrás de nomes, a fim de escolher vices para compor suas chapas. É o caso do empresário Antônio Pereira (PMN), o Cebolão. Pereira informou que sua chapa terá uma mulher como candidata a vice: “Temos dois nomes: uma médica e uma advogada”, diz, sem declinar nomes. “Elas são de um partido grande, que tem cerca de 40 deputados federais”, acrescentou. Se for chancelada a aliança, Pereira diz que o partido tem 1min20s  no horário gratuito na televisão. PMN não tem tempo!

Desiste

O governo federal desistiu do projeto que obrigava a Seguradora Líder – consórcio que administra o seguro obrigatório de veículos DPVAT – a repassar R$ 4,25 bilhões ao SUS. A decisão foi publicada sexta-feira no Diário Oficial da União. A proposta estava em tramitação na Câmara dos Deputados e depois ainda seria votada pelo Senado. O governo federal já havia desistido do regime de urgência para a análise do projeto. A decisão final sobre a retirada da proposta é do presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (RJ).

Licença

Projeto prorroga o fim da licença-maternidade de seguradas do regime próprio e da previdência social. Pelo texto, a excepcionalidade valerá nos municípios que declararem estado de emergência ou de calamidade em saúde pública em razão da pandemia. A proposta é do deputado Schiavinato (PP-PR). Ele argumenta que as mulheres que estão no fim da licença-maternidade não têm alternativa para deixar seus filhos. “As creches públicas e privadas estão fechadas e as empresas estão exigindo o retorno ao trabalho”, diz.

Por Venâncio de MELLO – Redação jornal DHoje Interior