Confira a coluna ‘Nos Bastidores da Política’ deste domingo (24)

Ciência manda

A proposta de regionalizar o combate ao conoravírus apresentada pelo prefeito Edinho Araújo (MDB), se levada com expertise pela classe política e contar com o apoio da população, poderá trazer bons resultados, no curto prazo, para as atividades econômicas. A decisão em liberar atividades compete aos prefeitos, porém, tudo tem deve ser embasado no que determina a ciência. O vírus não dá trégua e se não tiver disciplina na aplicação das ações, a pandemia corre o risco de expandir e tudo voltaria à estaca zero.

Dhoje Interior

Sem auxílio

O projeto do vereador Zé da Academia (Patriota), que previa a legalização do pagamento para os profissionais que recebem do Auxílio Atleta, foi vetado pelo Executivo por ser ilegal. Como as aulas foram suspensas por causa da pandemia, a Prefeitura deixou de pagar o auxílio. São 120 professores, folha é de R$ 120 mil, e 89 técnicos e atletas, folha de R$ 64 mil. O vereador diz que boa parte desses profissionais sobrevive com o que recebe da Prefeitura.  Resta aos profissionais torcer para que a pandemia acabe logo.

PV e Rede

O ex-vereador Carlos de Arnaldo Silva (PDT) informou já chancelou alianças com o PV e a Rede para reforçar a sua pré-candidatura na disputa pela Prefeitura de Rio Preto. Experiente na política, além de ser presidente municipal do PDT, também é vice-presidente estadual do partido. Informou que o PDT está mais estruturado se comparar com as eleições de 2016, quando concorreu ao cargo. Naquele ano, o partido tinha 35 segundos de tempo no horário gratuito do rádio e de televisão. “Agora, temos dois minutos”, diz.

Só pandemia

O presidente da Câmara, Paulo Pauléra (PP), disse que não é o momento para pensar em política. O foco, segundo ele, é o combate à pandemia: “Ninguém quer falar em política, o assunto é só pandemia”. Usando o bom senso, Pauléra diz que é o momento de os políticos ficarem quietos e deixar que a ciência tome conta do combate à covid-19. “Na minha opinião, acho que os políticos estão atrapalhando, ao invés de ajudar”, ponderou. Então, o presidente Jair Bolsonaro defende uma coisa, governadores, outra, e todos perdem.

 

Postulantes

A disputa pela Prefeitura de Mirassol nas eleições de outubro deverá contar com seis postulantes: prefeito André Vieira (PTB), que vai disputar a reeleição, Paulo Thomé (MDB), presidente da Câmara, Marcão Alves (PP), Beto Feres (PL), Nilton César (DEM) e Tiago Barbosa (PSC). Barbosa está animado por ser o único pré-candidato que representa a renovação na política mirassolense. “A minha expectativa é boa, porque represento o novo na disputa”, diz, acrescentando que, se eleito, vai administrar com transparência.

‘Carinho’

O vídeo liberado pelo STF que mostra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) destilando veneno por todo lado, também chamou a atenção a fala do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Sales. Segundo ele, o governo deveria aproveitar que a mídia só fala de pandemia para aprovar “bacias de propostas” para destravar o andamento dos projetos. A partir de agora, a mídia deveria seguir com ‘carinho’ os passos desse ministro. A destruição da selva amazônica é coisa séria e Sales já mostrou que não gosta de árvore em pé

Só dois

A disputa para prefeito de Ipiguá contará com dois concorrentes, segundo informou o presidente do Podemos, Nivaldo Avelino. Efraim Garcia Lopes (DEM), que já foi prefeito e vice da cidade, e Carlinhos do Zé do Bar (PSDB). O ex-prefeito vai receber apoio do atual Emílio Pazianoto (Cidadania). Avelino, que é pré-candidato a vereador, disse que pesquisa interna aponta Efraim como o mais cotado para vencer o processo eleitoral. A bancada da Câmara é formada por nove vereadores. “Eu represento a renovação”, frisou.

Rombo

O Ministério da Economia projetou um déficit primário de R$ 540,5 bilhões neste ano para o governo central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social). O cálculo, divulgado na última sexta-feira, considera o período de janeiro a abril. O Executivo apontou a necessidade de atualizar os dados para incorporar os efeitos econômicos da pandemia da covid-19. O coronavírus agravou o resultado primário das contas públicas, que considera receitas menos despesas antes do pagamento de juros da dívida neste ano.

Por Venâncio de MELLO