Confira a coluna ‘Nos Bastidores da Política’ desta quinta-feira (2)

Visibilidade

O secretário de Governo, Jair Moretti (foto), diz que vê cinco pré-candidatos a prefeito com mais consistência para disputar as eleições: Renato Pupo (PSDB), Marco Rillo (PSOL), Carlos de Arnaldo (PDT), Marco Casale (PSL) e Coronel Helena (Republicanos). “Essas têm mais visibilidade”, avalia. Para o secretário, no entanto, dos 13 postulantes ao cargo de prefeito que se apresentaram até o momento, só a metade deverá prosperar. “Acho que terá, no máximo, seis candidatos”, prevê, acrescentando que tem muita especulação.

Dhoje Interior

Candidato amigo

Se confirmar a previsão de Jair Moretti, Edinho Araújo (MDB), que vai disputar a reeleição, teria de enfrentar cinco adversários. Como na política tudo é possível, Edinho poderá contar com apoio de algum “candidato amigo” durante a campanha. A estratégia é salutar nos debates na televisão, no rádio ou em alguma entidade que promover encontro entre os postulantes. Edinho deverá ser alvo, portanto, o “candidato amigo” serviria para levantar a bola ou como se fosse um escudo de ataques virulentos de adversários.

Influência

A declaração do vereador Anderson Branco (PL), de admitir que está com medo do coronavírus, chamou a atenção dos leitores. Como era negacionista ao grau de letalidade da Covid-19 – seguindo linha direitista do presidente Jair Bolsonaro, uma ‘gripezinha’ – Branco deu uma guinada à esquerda, pelo menos nesse aspecto. Queira ou não, Branco influenciava de forma negativa o grupo que o segue na rede social. Ao mudar de opinião, a influência sobre o grupo passa a ser positiva, que a Covid-19 tem de ser levada a sério.

Aprova

A maioria dos parlamentares do centrão, dependendo da proposta, só aprova na base do toma-lá-dá-cá. Foi que aconteceu com a emenda constitucional aprovada, ontem, que postergou as eleições para 15 e 29 de novembro devido a pandemia. O grupo não quer saber se o país enfrenta crise econômica. Se não tiver recursos financeiros envolvido na negociação, não tem acordo. O centrão defende ainda a volta daquele programa obrigatório, chato, apresentado pelas siglas, que aumenta a conta em R$ 400 milhões/ano. Olho neles…

Maluca  

Enquanto a lista de pré-candidatos a prefeito cresce, Edinho Araújo (MDB) continua sentado no trono aguardando o desfecho dessa corrida maluca. A lista com 13 postulantes é exagero, mas tem explicação: com o fim das alianças nas eleições proporcionais, o partido que não tiver candidato próprio a prefeito, sacrifica a chapa de pré-candidatos, com 26 postulantes. A sigla que fechar aliança na majoritária, com candidato a prefeito com chance de obter bom desempenho, pode escapar dessa insegurança.  A conferir…

Agregar

Ainda existe a possibilidade de alguns pré-candidatos a prefeito de partidos sem estruturas, para apresentar campanha competitiva, se unirem para tentar um melhor desempenho nas eleições. Determinado pré-candidato, por exemplo, abre mão de disputar o cargo de prefeito e aceita compor como candidato a vice em uma chapa concorrente. É uma forma também de unir forças para fortalecer a chapa de candidatos a vereador. Já tem tratativas nesse sentido, mas, por enquanto, ninguém quer abrir mão da cabeça de chapa.

Alta hospitalar  

O pré-candidato a prefeito Carlos de Arnaldo (PDT) recebeu alta hospitalar, ontem, depois de ficar por 10 dias internado na enfermaria do Hospital de Base, a fim de ser tratado contra a Covid-19. “Recebi alta porque melhorei bem”, se limitou a dizer através do WhatsApp, com a voz prejudicada devido a ação da doença. Como a Covid-19 é uma doença “traiçoeira”, como diz o secretário da Saúde, Aldenis Borim, a recuperação dele é uma ótima notícia. Carlos de Arnaldo, porém, vai continuar em quarentena na sua casa.

Pente fino

Se passar um pente fino na Assembleia do Rio, como aquele usado para remover piolho da cabeça de criança, não sobra um parlamentar com idoneidade. O Ministério Público denunciou, ontem, o deputado Márcio Pacheco (PSC) por causa de rachadinha, pegava na mão grande salário de assessores. É a mesma acusação que sofre o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos). Por ter apropriado de recursos públicos, Pacheco responderá por crime de peculato. Como não sabe quem presta ou não, o eleitor carioca deveria limpar a Casa.

Por Venâncio de MELLO – Redação jornal DHoje Interior