Confira a coluna ‘Nos Bastidores da Política’ desta quarta-feira (8)

Sinal do X 

As vereadoras Karina Caroline (Republicanos), Cláudia Giuli (MDB) e Márcia Caldas (PSD), da Comissão das Mulheres da Câmara, abraçaram a campanha nacional do Sinal Vermelho. Karina explicou que a campanha tem o objetivo de combater a violência doméstica. “Basta a vítima mostrar um X vermelho na palma da mão para que o atendente da farmácia entenda que se trata de uma denúncia de violência”, explicou. A vereadora acrescenta ainda que a polícia é acionada pelo próprio atendente e encaminhe o acolhimento da vítima.

Dhoje Interior

Violência

Por causa do isolamento social para combater a propagação do vírus, a violência doméstica cresceu em Rio Preto, informa Karina Caroline (Republicanos). Para dar um revés no quadro negativo, a vereadora disse que projeto de sua autoria, aprovado em primeiro turno, propõe que o agressor também seja amparado por uma equipe técnica para ajudar na sua recuperação. A maioria, segundo ela, é usuário de droga ou alcoólatra e precisa de ajuda. “A mulher, às vezes, também tem interesse na recuperação do marido”, revela.

Inconveniente 

O pré-candidato a prefeito Antônio Pereira (PMN), o Cebolão, disse ser favorável ao adiamento das eleições, de outubro para novembro, devido à pandemia. No momento, diz ele, a saúde do povo tem de ficar em primeiro plano. “Falar em política, hoje, chega a ser inconveniente”, reconhece. Na sua opinião, se todos colaborarem, até o começo de setembro a pandemia estará sob controle e as atividades políticas poderão ser retomadas. Pereira revelou ainda que 10 amigos morreram por Covid-19. “Um tinha 32 anos”, lamentou.

Morna

Após dar uma esquentada devido às discussões para aprovar a postergação das eleições, a política local voltou a ficar ‘morna’ por causa do coronavírus. Em Brasília, pelo contrário, assunto é que não falta: o diabo é que a maioria está relacionado com temas negativos. Isso inclui os três pilares da democracia: Executivo, Legislativo e Judiciário. As divergências são necessárias no sistema democrático, porém, excede os limites do bom senso. O ideal seria a maioria convergir para o leito do grande rio: o Brasil.   

Consenso  

Pelo menos existe um consenso na política local em relação ao adiamento das eleições. Os políticos consultados aderiram à proposta dos especialistas da área da ciência. “O que prevaleceu (postergação) foi a decisão da equipe técnica da saúde”, frisou o vereador Celso Peixão (MDB). Os pré-candidatos, na opinião dele, não têm de opinar em nada, porque a saúde do povo tem de prevalecer. “Para mim, não muda em nada, já tenho meu trabalho”, frisou. Independente da pandemia, portanto, política se faz a longo prazo.  

Reservas 

Apesar de alguns pré-candidatos afirmarem que tudo que se refere à política está parado por causa do novo coronavírus, na realidade, nos bastidores as tratativas continuam, principalmente por meio dos aplicativos. O presidente do Progressistas, Paulo Pauléra, por exemplo, informou que a chapa de pré-candidatos a vereador está fechada com 26 postulantes, 18 homens e oito mulheres, inclusive, com três postulantes reservas. “Já está tudo pronto e só aguardando”, diz. As convenções acontecem entre 31 de agosto a 16 setembro.

Contrai

O assunto que ganhou grande repercussão no noticiário foi a declaração do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), anunciando que contraiu o novo coronavírus. Bolsonaro sempre foi negacionista à gravidade do vírus, inclusive, induziu parte da população de que o vírus só provocava uma ‘gripezinha’. Defensor da cloroquina no tratamento da Covid-19, o presidente, segundo a mídia, já começou a tomar o medicamento. Ao desrespeitar as medidas de segurança, ele foi de encontro ao vírus. Que seja uma ‘gripezinha’…

Manifesto

Um grupo de empresários encaminhou manifesto ao vice-presidente Hamilton Mourão, responsável pelo Conselho da Amazônia, que aponta preocupação com o desmatamento da floresta. O grupo teme que a devastação prejudique ainda mais a imagem do Brasil no exterior, afastando investimentos internacionais. Em quanto isso, o ministro Ricardo Salles (Meio Ambiente), acusado por improbidade administrativa pelo MPF, continua no cargo. Como o grupo pesado do poder econômico entrou na briga, quem sabe a floresta fique em pé.

Por Venâncio de MELLO – Redação jornal DHoje Interior