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Foto Divulgação

Derrotados nas urnas no último domingo (7), Valdomiro Lopes (PSB) e Vaz de Lima (PSDB) terão uma disputa particular no segundo turno das eleições a governador. A batalha entre João Doria (PSDB) e Marcio França (PSB) colocará em terrenos opostos os dois ex-aliados que há tempos não se bicam, e que dependerão de uma vitória do seu candidato para ter uma sobrevida política em 2020, ano de eleições municipais. Impossível dizer quem teve uma derrota maior nas urnas.

O deputado estadual Vaz tentava seu oitavo mandato parlamentar, mas viu sua votação minguar de forma assustadora. Já Valdomiro tinha como carro-chefe seus oito anos na Prefeitura de Rio Preto e, entre analistas e palpiteiros, sua eleição a deputado federal era dada como barbada. Mesmo sendo o candidato com mais votos em Rio Preto, os sufrágios foram insuficientes para garantir um mandato em Brasília.

E, com isso, sua trajetória política ficou mais estreita. A vitória de França, de quem é fiel apoiador, poderia fortalecer uma possível candidatura à Prefeitura em 2020. Há a possibilidade de, em caso de reeleição do peessebista como governador, Valdomiro ainda beliscar um cargo no Palácio dos Bandeirantes. E, com isso, evitar quatro anos seguidos de ostracismo político. No caso de Vaz uma indicação de Doria seria bem improvável, mas abriria um espaço para se colocar como um interlocutor do PSDB na região.

O segundo turno das eleições para o governo do Estado terá um impacto direto na trajetória destes dois caciques da política rio-pretense. E a felicidade de um será a tristeza do outro. Sem mandato e sem respaldo do governo do Estado, Valdomiro e Vaz correm o risco de chegar a um ponto crítico das suas respectivas carreiras políticas. Algo que, muitas vezes, não tem mais retorno.

 

Clique aqui e confira na íntegra a coluna desta terça-feira (09)

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