Conexão Capivara: Tá tudo liberado

Com o apoio declarado (e várias vezes reiterado) de Edinho Araújo à candidatura de Eleuses Paiva, PSD, a deputado federal, como fca o MDB de Rio Preto? Segue em bloco a opção do prefeito ou libera geral os fliados a pularem a cerca partidária? “O Estatuto prega fdelidade partidá- ria. Eu, como presidente do MDB, vou votar num candidato do MDB. Mas não posso impor isso a ninguém. No partido tudo é democrático.

Tanto os fliados como os membros da diretoria estão livres”, diz o presidente do diretório municipal da legenda, Pedro Nimer. Nimer diz que a questão sequer se tornará assunto de pauta interna. “A gente não discute se vai trabalhar para A ou B. Nunca coloquei esse assunto na
pauta e nunca vou colocar.”

A lógica é a mesma no caso da candidatura a deputado estadual, que tem um nome na cidade, o de Edinho Filho,
herdeiro do prefeito? “Eu tenho o meu candidato, que é o Edinho Filho. Eu posso falar por mim, porque sou fel ao MDB.

Não posso, no entanto, falar pelos outros. Não coloco espada no peito de ninguém.” Mas e no PT, um partido muito mais rígido quando o assunto é fidelidade partidária? Como fcam os militantes de carteirinha e ofício historicamente ligados ao deputado estadual João Paulo Rillo, agora no PSOL? Isso inclui o pai do deputado,
o vereador petista Marco Rillo, principal cabo eleitoral do flho.

Sim, os petistas de fé e registro em cartório também estão liberados a cometer, no caso, esse “pequeno” gesto de infdelidade. “O João Paulo não mudou de lado.
Continua na mesma trincheira de luta. Essa é minha opinião também, mas as palavras são do presidente do diretório estadual do PT, Luís Marinho”, diz o presidente do diretório do PT em Rio Preto, Carlos Henrique.

“Importante dizer que o João Paulo não saiu atirando. Tanto que muita gente faz a campanha para ele e todo o
restante da chapa é de petistas. Além do mais, o PT e o PSOL podem ter diferenças sobre tática, mas atuam no mesmo campo. Bem diferente do caso do Edinho que apoia o Eleuses por causa de um acordo eleitoral”, diz ele, tentando se diferenciar neste “mar de inféis”.

No PSDB, outro exemplo, o tucano Vaz de Lima não vê como coisas excludentes trabalhar o nome da mulher, Ivani, como aspirante a uma cadeira na Câmara dos Deputados e, ao mesmo tempo, amarrar apoiadores, dois deles do PSB e um do DEM, em
conjunto com as candidaturas de Luiz Carlos Motta (PR) e Eleuses Paiva, o que lhe garante uma dobrada informal muito cômoda.

E Valdomiro Lopes e Orlando Bolçone, por outro lado, também parecem preferir não perder tempo comprando
briga com seus correligionários do PSB – os vereadores Celso Peixão e José Carlos Marinho -, que se bandearam para o lado dos tucanos e de outras legendas.

Esse vale tudo eleitoral está longe de ser novidade para os brasileiros, mas em meio a um cenário político extremamente conturbado e volátil, se transforma em
estratégia de sobrevivência ou busca por fortalecimento de todas as partes. E a pergunta que faz o pobre eleitor queimar os miolos é: partido para quê?

 

Clique aqui e confira na íntegra a coluna desta quinta-feira(17)

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