Conexão Capivara: Sob pressão

Representantes de entidades ligadas a comerciantes, entre as quais Acirp e CDL, decidiram que quase dez meses já é tempo suficiente dado ao prefeito Edinho Araújo (PMDB) para que ações concretas de revitalização comecem a ser implementadas no Centro de Rio Preto. E retomam o discurso de que o “abandono” da região está agravando um quadro de quebradeira geral promovida pela devastadora crise econômica que o País vive. Citam o prédio que abrigava o hotel Chamonix, uma construção de dez andares na rua Bernardino de Campos, como um dos exemplos emblemáticos do drama vivenciado nas ruas e no Calçadão, abarrotados de portas fechadas.

A sensação de urgência dos comerciantes aumentou com a notícia de que o Tribunal de Justiça não vai mesmo ceder aos apelos feitos por um grupo de empresários para que o fórum do Centro fique com as varas cíveis. Para eles, isso agrava ainda mais uma situação que já é dramática. Com a reformulação física da Justiça em Rio Preto, o fórum do centro fica apenas com as varas criminais.

Acabada a lua de mel, comerciantes do Centro cobram de Edinho ações urgentes de resgate da área. E lamentam decisão do TJ de tirar mesmo varas cíveis do fórum central. Secretário de Desenvolvimento Econômico promete um mutirão em novembro

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Liszt Abdala, se vê obrigado a fazer o meio de campo entre a urgência dos comerciantes e a dificuldade de caixa da Prefeitura. Liszt promete para novembro um mutirão de impacto, que será uma espécie de abertura para uma série de ações que se dará nos meses seguintes, “se as finanças permitirem”. Esse mutirão vai focar um quadrilátero redesenhado entre as ruas Pedro Amaral, Silva Jardim, Antonio de Godoy e Coronel Spinola de Castro. É um faxinão geral. “Vamos limpar os bancos, lavar as ruas com produtos e não só com água, como é feito hoje, colocar mais três câmeras de vigilância em pontos cegos, rever os contêineres de lixo, fazer uma poda decente nas árvores e melhorar a iluminação”, explica Liszt. E por que só em novembro? “Dificuldades orçamentárias”, diz o secretário.

Liszt ressalta que a crise de lojas fechadas não é exclusividade do Centro e nem consequência da falta de ações municipais. “O que a gente pode fazer é minimizar as consequências. Vamos retomar um projeto que ficou parado quatro anos”, diz ele. O fato é que os empresários e comerciantes fizeram o ex-prefeito Valdomiro Lopes pagar um preço alto por não dar, segundo eles, o devido tratamento e urgência aos problemas da região central. Acabada a lua de mel, Edinho já começa a sentir a pressão.

 

O RECADO DE ABNER

O jovem musicista Abner Tofanelli, que costuma se apresentar no Calçadão de Rio Preto, fez bonito durante sessão do Parlamento Jovem na Câmara dos Deputados. No seu discurso, ele disse que sempre foi apaixonado por política e que até guardava santinho de candidatos. Mas que seu entendimento mudou após conhecer melhor o mundo político. “O que eu tenho a dizer aos políticos dessa Casa é que eu esperava muito mais dos senhores, principalmente os deputados que sequer sabem que existe um programa há 14 anos como o Parlamento Jovem”. E, sob aplausos, o jovem de apenas 18 anos encerrou sua fala cutucando ainda mais os deputados: “Que vocês não durmam enquanto a nossa educação estiver ruim, que vocês não durmam enquanto a saúde estiver precária, que vocês não durmam enquanto estiverem desmatando a nossa Amazônia”.

 

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