Conexão Capivara: Se falta dinheiro, sobra entusiasmo para Liszt

Comentário de um comerciante que tem participado de reuniões com Liszt Abdala sobre os problemas da região central da cidade define com propriedade a atuação do secretário de Desenvolvimento Econômico do prefeito Edinho Araújo. “O moço é tão esforçado e comprometido que, se não tiver dinheiro na Prefeitura, é capaz de lavar sozinho todo o Calçadão para nos agradar.” O fato é que não são poucas as encrencas que Liszt tem na sua pasta, como colocar o Trem Caipira nos trilhos, retomar obras de revitalização da região central e criar um ambiente próspero no setor produtivo. Tudo isso, com a Prefeitura sem capacidade de investimento. É sobre estes desafios que a coluna fala com o entusiasmado secretário no Abraço da Capivara desta semana.

Confira…

O Trem Caipira já consumiu mais de um milhão de reais de recursos públicos e depois de quase dez anos ainda não saiu do lugar. Por que insistir nesta história? O senhor acredita mesmo que ele terá algum apelo turístico?

Liszt Abdala – O projeto Trem Caipira tem grande apelo turístico, sem dúvida. É necessário conhecê-lo por completo. É importante registrar que o projeto não está em funcionamento ainda, pois nos últimos oito anos não houve vontade política em efetivá-lo. Em 2010, por exemplo, foram devolvidos R$ 940 mil para o Ministério do Turismo por completa inatividade. Agora, é fundamental termos consciência de que nosso principal objetivo é tornar Rio Preto um MIT (município de interesse turístico), o que pode gerar recursos de até R$ 900 mil para a cidade por ano. Por si só, essa condição já viabiliza o projeto e compensa os investimentos financeiros. Lembrando que todos os municípios paulistas que exploram um trem turístico são MIT. Um projeto de um trem já habilita a cidade como MIT .

Fora isso, o projeto surpreenderá a todos pelo formato e pela homenagem cultural que ele está se tornando. O reaproveitamento das estações de Rio Preto e Schmitt, o fortalecimento do artesanato local, a indução de desenvolvimento de Schmitt, o incrementando à gastronomia de doces e o turismo religioso farão do projeto uma excelente opção, aumentando os atrativos turísticos de nossa cidade .

A Prefeitura, na gestão anterior, investiu muito dinheiro na fonte luminosa da Represa, com a promessa de que seria um atrativo turístico. Por que ela é tão mal aproveitada e tão mal divulgada?

Lizt – A Secretaria do Meio Ambiente está terminando licitação para consertá-la. No momento, a fonte está sucateada e não funciona regularmente. Independentemente desse problema, o nosso City Tour, que já está implantado em Rio Preto, tem priorizado os nossos pontos turísticos e a Represa tem sido uma atração à parte. Está em fase final material de divulgação da cidade e a Represa será abordada tanto de dia como de noite. E claro que também exploraremos sua fonte luminosa em pleno funcionamento. A represa será alvo de muito trabalho como atração turística. Teremos muitas novidades.

O senhor tem segurado as broncas com comerciantes do Centro, que cansaram de esperar e exigem ações urgentes na área, como a retomada das obras de revitalização. Mas o secretário de Planejamento, Israel Cestari, diz que não tem dinheiro em caixa para isso. Como resolver o problema?

Liszt – Não tenho segurado os comerciantes do Centro. Tenho dialogado muito com eles. Acompanho os problemas da região central há mais de vinte anos e entendo suas reivindicações. Vamos avançar muito na melhoria de todo o ambiente da área central. Estamos trabalhando muito pra isso. A questão de orçamento sempre é motivo de preocupação, pois o governo tem a prioridade maior, que é a responsabilidade fiscal. Porém, estou otimista na viabilidade de se realizar a próxima etapa da revitalização do Centro. O Governo Edinho tem essa questão no radar. Não é de hoje que o prefeito é sensível ao caso. Importante lembrar que a revitalização hoje só é possível porque Edinho retirou os mais de 200 ambulantes da praça Dom José Marcondes na gestão passada.

O senhor tem buscado ajuda dos empresários para dar cursos a moradores de rua. Que projeto é esse?

Lizt – Sim. Estamos trabalhando para oferecer qualificação para todos os moradores de rua, especialmente aqueles que resistem à abordagem social e ao encaminhamento. São programas dirigidos a eles e em atividades com as quais ele têm alguma afinidade. Na outra ponta, estamos buscando empresários pra dar-lhes oportunidade de trabalho. O objetivo é tentar dar oportunidade para essas pessoas em situação de risco.

O senhor assessorou diretamente Paulo Skaf em 2014. Vai assumir algum posto relevante na campanha dele no ano que vem?

Liszt – Hoje, minha prioridade e comprometimento é trabalhar para o desenvolvimento econômico de Rio Preto. Minha dedicação é total nesse sentido. Caso Skaf seja candidato no ano que vem, terá o meu apoio. Eu o companho nas entidades que ele preside e sou admirador do seu trabalho.

Qual a principal dificuldade que o senhor sente na atual função?

Liszt – Encontramos pouca ação planejada ou políticas públicas definidas. Tivemos que elaborar um planejamento estratégico e definir nossas vocações para depois iniciar a execução. Implantaremos políticas públicas nas mais variadas frentes do desenvolvimento econômico. Cada setor importante para a cidade será trabalhado de forma técnica, dinâmica e moderna. Nessa linha, o maior desafio será deixar tudo isso como legado para futuras gestões.

 

 

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