Conexão Capivara: Respostas contra a enchente

O Ministério Público resolveu entrar de vez na polêmica sobre o mau funcionamento das obras antienchente em Rio Preto. O promotor de Justiça Sergio Clementino conversou com engenheiros da Constroeste, responsável pelo canal antienchente, e com o secretário de Planejamento, Israel Cestari, cobrando explicações sobre a ineficiência das obras durante as chuvas que atingiram a cidade na última quinta-feira (30). E quer uma resposta do poder público sobre o que será feito para que as principais avenidas de Rio Preto não fiquem submersas novamente.

As obras antienchente tiveram início após um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado entre o Ministério Público e a Prefeitura em 2010. Em janeiro daquele ano, o caos provocado pela chuva tirou a vida do bombeiro Luciano Rodrigues de Souza, 24 anos, e do aposentado Lucas de Cândio, 75 anos. Também provocou prejuízo de R$ 40 milhões ao município.

Clementino lembra que o TAC assinado na época previa que, após concluídas as obras, era necessário que elas se mostrassem eficientes. E não foi o que se viu no último dia 30. “Precisamos verificar quais serão as medidas para resolver os problemas. Ficou claro que o que foi feito não resolveu a questão das enchentes”, afirma o promotor.

Na conversa preliminar com os engenheiros da Constroeste, o promotor foi informado de que serão necessárias obras de microdrenagem na avenida Bady Bassitt, e talvez alterações no canal em si. Os engenheiros apontaram também a possível necessidade de prolongar a canalização do rio Preto na avenida Philadelpho Gouvêa Neto.

Sobre outro ponto sensível, na avenida Alberto Andaló em frente ao McDonalds, o próprio Clementino disse que questionou as obras na época. “Eu, na minha visão de leigo, perguntei o que seria feito já que a rodovia capta a água e deságua tudo num ponto só. Me disseram, na época, que, com as bacias construídas para cima da Andaló, isso não aconteceria mais. Mas aconteceu”, afirmou o promotor. O secretário de Planejamento também adiantou que será aberta uma licitação para limpar e cuidar da manutenção do sistema antienchente.

O promotor disse ainda que essas intervenções já deveriam ter sido previstas no contrato inicial com a Constroeste, no valor de R$ 164 milhões. O próximo passo, após cobrar explicações de maneira oficial da Prefeitura e da empresa, é ver a solução resolvida. “A ideia é exigir que essas medidas sejam feitas por meio de um novo TAC ou até mesmo entrarmos com uma ação na Justiça contra o município para obrigar novas obras. Precisamos que isso seja solucionado agora”, encerrou o promotor.

Clique aqui e confira na íntegra a coluna desta terça-feira (05)

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