Conexão Capivara: Pro chão

Candidato ao governo de São Paulo, João Doria (PSDB) fez nesta quarta-feira (3) sua última visita a Rio Preto antes das eleições de 7 de outubro e voltou a elevar o tom da sua campanha. A agenda do tucano na cidade só foi confirmada, conforme revelou a coluna na edição de ontem, após o cancelamento da visita do rival Paulo Skaf (MDB), que faria uma visita ao Hospital de Base (HB) de Rio Preto.

E foi justamente no HB que teve início o périplo do tucano, que chegou a Rio Preto às 16h35. No hospital, discursou para diretoria e funcionários acompanhado do vice Rodrigo Garcia (DEM), dos deputados estaduais Vaz de Lima (PSDB) e Marco Vinholi (PSDB) e dos candidatos a federal Eleuses Paiva (PSD), Ivani Vaz de Lima (PSDB) e Geninho Zuliani (DEM).

Doria seguiu depois para o Calçadão e fez uma caminhada até o Terminal Rodoviário. Desta vez, ele deixou o pastel e a coxinha de lado para saborear um sorvete com Rodrigo e Vaz (foto). Ali, outros políticos e vereadores se juntaram a ele – bem diferente do fiasco que foi a visita do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) na semana passada. Doria permaneceu na cidade até as 18h30 e depois seguiu voo para São Paulo.

Durante entrevista à imprensa, o tucano já se colocou no segundo turno das eleições para governador. Perguntado sobre uma possível arrancada do governador Márcio França (PSB) na reta final da campanha, ironizou. “Só se for (pesquisa) do instituto Márcio França. Os institutos que são sérios indicam empate técnico nosso com o Paulo Skaf, com uma distância de 12, 14, 16% em relação ao Márcio França”, afirmou o tucano. A euforia seria maior horas depois quando o Ibope divulgou nova rodada de pesquisas, colocando o tucano com 24% contra 21% de Skaf e 14% de França – este último subiu dois pontos percentuais em relação ao levantamento anterior.

Ele também disse que, sobre um possível 2º turno na disputa presidencial, vai analisar no dia seguinte às eleições qual candidato apoiar. Mas já adiantou quem não vai receber seu voto. “Eu, na condição de candidato que vai disputar o 2º turno, em hipótese alguma apoiarei o PT. Chega de PT, chega da mazela que o PT já fez e do desastre que foi para o País”, disse Doria.

O candidato voltou a repetir – ainda de que uma forma mais branda – a polêmica frase que disse à TV Bandeirantes de que, caso seja eleito, a Polícia Militar vai atirar para matar. “Bandidos não deverão fazer enfrentamento com a polícia, deverão se render. Porque, se não se renderem, vão pro chão”, afirmou o tucano, cada dia mais candidatíssimo ao 2º turno da eleição paulista.

Clique aqui e confira na íntegra a coluna desta quinta-feira (04)

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