Conexão Capivara: O varejão eleitoral na Câmara

Não faltam especulações sobre os encantos que levaram boa parte dos vereadores de Rio Preto a vestir a camisa do aspirante a deputado federal Luiz Carlos Motta (PR) nas eleições deste ano.

O fato é que, numa disputa para lá de acirrada, o sindicalista ligado aos comerciários, que tem o parlamentar Fábio Marcondes (PR) como uma espécie de procurador para todo tipo de assunto na cidade, é quem mais arrematou apoio na Câmara até o momento: cinco no total.
“Quem está com quem”, aliás, foi o tema que movimentou corredores e gabinetes do Legislativo nesta segunda (20), até porque já começa a escassear a oferta daqueles que são tidos como alguns dos principais cabos eleitorais de luxo na briga por cadeiras nos legislativos estadual e federal.

A moeda de troca, claro, ninguém revela. Quando questionados, as respostas vão do singelo “compromisso partidário” a “promessa de retribuição de apoio no futuro”, passando por “recursos para fazer um bom trabalho junto à respectiva base eleitoral”.

Ainda na disputa a federal, o vice-prefeito Eleuses Paiva (PSD), que já ocupou cadeira no Congresso Nacional, vem atrás de Motta com três vereadores. Isso no caso daqueles que declararam nominalmente sua opção à coluna. Renato Pupo (PSD), correligionário de Eleuses e candidato a estadual, disse apenas que “apoiará todos com os quais fizer dobrada”.
Mas, considerando que pelo menos três vereadores – Claudia de Giulli (PMB), Jean Charles (MDB) e Gerson Furquin (PP) – dizem que ainda estão avaliando, o placar pode mudar a favor do vice.

Chama a atenção na configuração de apoios também como rei morto é praticamente varrido da órbita da política paroquiana em curto espaço de tempo. O ex-prefeito Valdomiro Lopes (PSB), mesmo considerado um dos principais concorrentes, tem dois correligionários na Casa – Celso Peixão e José Carlos Marinho –, e pelo menos mais seis parlamentares que subiram no mesmo palanque que ele em 2016. Ainda assim, segue com o placar de apoiadores zerado.

Da mesma forma o deputado estadual e candidato à reeleição Orlando Bolçone (PSB). Na Corrida pela Assembleia Legislativa, Vaz de Lima (PSDB), cujo partido “desapareceu” do Legislativo local, angariou três vereadores para sua campanha. Agiu rápido. Foi o primeiro a consolidar sua base de apoiadores.

Aqui, de novo, é grande a expectativa de que Edinho Filho (MDB), rebento do prefeito Edinho Araújo (MDB), vire o escore, uma vez que ainda tem vereadores de situação – Cláudia e Márcia Caldas (PPS) – com apoios indefinidos para este posto. Outro cenário interessante é o alinhamento dos dois nomes do PRP com Renato Pupo. Tanto Pedro Roberto, vereador afastado, como Renan Marinho, interino, dizem que vão com o delegado.

E se depender dos vereadores, vai ter muito candidato de fora beliscando o eleitorado local. Paulo Pauléra, por exemplo, fechou com dois nomes da região. Jorge Menezes também está “conversando” com nome da região para estadual, assim como Francisco Júnior. (Veja quadro nesta página).

O cenário que segue abaixo foi colhido nesta segunda (20) pela coluna, que ouviu os vereadores. Mas, como bem diz o veteraníssimo Gerson Furquin (PP), que até o momento não está disposto a vestir a camisa de ninguém, “em política não existe a palavra nunca”. Do mesmo jeito, este é o tipo de jogo em que os jogadores trocam de camisa conforme a conveniência…

Clique aqui e confira na íntegra a coluna desta terça-feira (21)

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