Conexão Capivara: O senhor é favorável à manutenção de programas sociais como Bolsa-Família e ProUni? Por quê?

À medida que se aproximam as eleições de 2018, que vão eleger o Presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e estaduais, é imprescindível conhecer as opções de voto. Para ajudar o eleitor, a coluna reservou esse espaço para saber o que os candidatos à deputado federal da região pensam sobre determinados assuntos. O objetivo é que o cidadão conheça os candidatos que pretendem representa-los. Posteriormente, a série será estendida a outros cargos, ao longo da campanha eleitoral.

Para hoje, fomos saber se eles são favoráveis ou não à manutenção de programas sociais, como Bolsa-Família e ProUni. Além disso, o que eles pensam em relação aos assuntos e o que os motivos para se colocarem de tal maneira. O deputado federal Fausto Pinato (PP) e o candidato com domicílio eleitoral em Rio Preto Valdomiro Lopes (PSB) foram os únicos que preferiram não responder. Além deles, a coluna convidou para falar sobre o tema o também deputado federal Sinval Malheiros (Pode) e os candidatos com domicílio eleitoral em Rio Preto, Eleuses Paiva (PSD), Luiz Carlos Motta (PR) e Pedro Roberto (PRP), que toparam nos contar suas posições.

Dhoje Interior
Eleuses Paiva
médico, ex-deputado federal, vice-prefeito de Rio Preto e candidato à Câmara Federal pelo PSD

‘O Brasil é um país desigual’

Não dá para ignorar as necessidades e direitos de milhões de pessoas de baixíssima renda, sem emprego, sem oportunidades, com imensas privações. A questão central é você ter programas bem geridos, bem fi scalizados, que permitam às pessoas carentes o acesso às oportunidades. Não se deve recorrer ao Bolsa-Família como assistencialismo irresponsável, para suprir eternamente carências básicas, sem promoção humana. Um projeto social deve assistir os mais necessitados sem qualquer viés eleitoral, porque é papel do Estado ajudar e não permitir que pessoas vivam em situação de extrema pobreza. Quem tem fome tem pressa, mas pessoas nessa situação querem acima de tudo uma oportunidade de caminhar com as próprias pernas, querem emprego, dignidade. Quanto ao ProUni, vejo-o como um programa que abriu portas para muitos, que não tinham condições de frequentar uma universidade.

Luiz Carlos Motta
sindicalista, presidente licenciado da Fecormerciários e candidato à Câmara Federal pelo PR

‘São modelos bem-sucedidos’

Sim. É um dos modelos de inclusão e ascenção social mais bem-sucedidos do mundo.

Pedro Roberto
quarto mandato de vereador em Rio Preto e candidato à Câmara Federal pelo PRP

‘Sim, sou favorável’

Programas sociais são necessários, pois temos populações em situações vulneráveis e que precisam da atenção do Estado. É necessário rever critérios para o acesso e um maior controle para que sejam benefi – ciados aqueles que realmente precisam destes programas. Deve ser uma meta dos programas melhorar as ações para que estas famílias consigam sair da condição de vulnerabilidade e gerar renda para ter vida digna. Sou favorável a manutenção do ProUni.

Sinval Malheiros
médico, deputado federal e candidato à reeleição à Câmara Federal pelo Podemos

‘Transferência condicionada de renda reduziu a pobreza’

É lamentável que questões ideológicas a programas sociais tão importantes como o Bolsa-Família e o ProUni. Portanto, para que eu não pareça “de direita” ou “de esquerda”, vou me ater a dados de recente relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI), que fez comentários muito positivos ao Programa Bolsa Família. O órgão destacou que a transferência condicionada de renda teve impacto expressivo e reduziu a pobreza a patamares históricos. Se alguém fraudou esse programa de alguma forma, o problema está na pessoa ou nas pessoas que buscaram benefícios de forma inapropriada. O texto a seguir não é meu, é do FMI: “O Bolsa Família passou de inicialmente 3,6 para 14 milhões de famílias (dados do fi nal de 2014), atingindo quase 50 milhões de pessoas ou um quarto da população. Apesar de seu amplo alcance, o custo fi scal é inferior a 0,6 % do PIB por ano; a transferência média mensal por família foi de R$ 169 (US$ 65), no fi nal de 2014. Estima-se que 22 milhões de pessoas foram tiradas da miséria desde 2011. O impacto do programa sobre o bem-estar dos benefi ciários vai muito além de apoio ao rendimento”. O FMI também citou o Prouni e FIES no contexto da queda do emprego formal no Brasil. Além da contração da economia, frisou que a queda na taxa de força de trabalho caiu em todas as faixas etárias, mas entre jovens de 18 a 24, essa queda também estaria ligada ao acesso ao ensino superior por meio do esforço do governo. Uma parcela teria adiado a entrada no mercado de trabalho para estudar.

 

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