Conexão Capivara: O contra-ataque da Saúde

Apesar dos protestos e de um abaixo-assinado com adesão de 1,5 mil moradores do
bairro e das imediações pedindo exatamente o contrário, a Secretaria Municipal da Saúde vai mesmo fechar a UPA Santo Antônio entre meia-noite e 7h.

O “aval” para a redução no período de atendimento foi conseguido durante reunião
tensa na tarde desta terça (28) realizada pela cúpula da secretaria com membros do conselho local de saúde e “lideranças” da comunidade. O placar foi nove votos favoráveis e quatro contrários.

O secretário de Saúde, Aldenis Borim, levou, além da equipe técnica ligada ao pronto-atendimento, dois de seus auxiliares mais próximos: André Baittelo e Antonio Baldin. Também estiveram presentes os vereadores Renato Pupo (PSD) e Pedro Roberto (PRP), ambos da base do prefeito Edinho Araújo na Câmara.

Representantes do movimento contrário ao fechamento, entre os quais o deputado estadual João Paulo Rillo (PT), foram pegos de surpresa. Para eles, a secretaria apenas apresentaria a proposta, sem colocá-la em votação. A secretaria diz que cumpriu o prometido de não fazer nada sem ouvir os representantes da população. Na reunião, a oferta da Saúde não deixava alternativa: melhorias no serviço somente com a redução no horário de atendimento.

A pasta prega uma economia de R$ 115 Quentinha executiva ou cesta de Natal? Sérgio Cabral e Jorge Picciani comem melhor na cadeia do que o brasileiro em casa mil ao mês com o fechamento noturno e promete reaplicar esses recursos no serviço, com reforma do prédio, ampliação do espaço físico, construção de salas de coleta, aquisição de um aparelho de raio-X e substituição de equipamentos velhos por novos. O horário limitado vai vigorar por um ano e meio, segundo a secretaria. A ideia é começar em fevereiro de 2018, mas um dos acordos formados com o grupo presente à reunião é de que isso
acontecerá somente quando a pasta encaminhar o processo de licitação para as melhorias anunciadas. Outra promessa é de que uma ambulância deverá fcar de plantão para encaminhar para a UPA Norte quem precisar do serviço durante a madrugada.

Da sua parte, Borim dá o assunto por encerrado e começa a colocar as mudanças
em prática. Ainda ontem, João Paulo Rillo postou um vídeo no Facebook em que ataca a decisão e questiona a legitimidade da reunião. Segundo ele, a secretaria deveria organizar um plebiscito com os usuários ou chamar uma ampla reunião com a população.

“Isso mostra que o secretário não entende nada de saúde pública e de democracia”, diz o deputado. Ele argumenta ainda que a medida contraria a própria essência do modelo UPA, que é de atendimento 24 horas. E deixa o recado. “Não vamos dar trégua nesse caso.” Ou seja, ainda vem muito barulho por aí. 

 

Clique aqui e confira na íntegra a coluna desta quarta-feira (29)

COMPARTILHAR

SEM COMENTÁRIOS