Conexão Capivara: O anão virou gigante

O PSL, partido do presidenciável Jair Bolsonaro, tinha um integrante na Câmara Federal e saiu das urnas de domingo com a segunda maior bancada na Casa, com 51 cadeiras conquistadas, atrás apenas do PT, com 57 eleitos.

O outrora nanico, sem nenhum deputado estadual, agora é a maior força na Assembleia Legislativa de São Paulo, com 15 representantes. O PT segue com a segundo maior grupo, dez no total.

Pesquisa Datafolha da semana passada, ou seja, antes da votação em primeiro turno, já apontava a legenda que acabou abrigando Bolsonaro por total acaso dos acordos e conveniências políticas, com o mesmo patamar de preferência do eleitorado que o grande e histórico PSDB, com 4% e 3%, respectivamente. O PT ainda lidera com 20%, o que explica a manutenção do protagonismo nas duas casas legislativas apesar de o antipetismo também ter explodiu nas urnas.

Mas o fato é que o PSL agora faz engordar olhos cobiçosos em disputadas internas que já começaram a se dar antes mesmo de o jogo terminar, no dia 28 de outubro. Rio Preto, onde representantes da sigla em esfera estadual e nacional tiveram uma votação gigante, já é sintoma da guerra interna que vem por ai. E a cena local é só a azeitona numa mesa farta.

Marcos Casale, estreante nas urnas, já tratou de pegar a Washington Luís para se antecipar junto ao comando estadual do partido conversações sobre o comando local da sigla, hoje nas mãos de Claudio Renato Basílio, anônimo no meio político de Rio Preto. Embora não tenha sido eleito, Casale usa seus 13 mil votos como argumento. Ainda no calor da euforia, ensaia movimentações também de olho na disputa pela prefeitura em 2020.

Isso é só o começo de uma briga que promete. O empresário Olavo Tarraf decidiu mostrar serviço em favor do capitão reformado e, quem o conhece sabe o quanto ele gosta do protagonismo. Antes dele também, um outro grupo que se diz apartidário, formado principalmente por médicos e maçons, tem prestado consideráveis serviços a favor do presidenciável do PSL. Vai ser interessante ver, em todas as esferas, como se dará essa composição de forças internas. Diferentemente de um partido com militância orgânica onde as lideranças vão se consolidando com o processo de fortalecimento da legenda, o PSL é uma espécie de conjunto habitacional em que todos os moradores, dos mais diferentes cantos, história pessoal e linha, chegam ao mesmo tempo.

Clique aqui e confira na íntegra a coluna desta quarta-feira (10)

COMPARTILHAR

SEM COMENTÁRIOS