Conexão Capivara: Nas asas de Bolsonaro

Catapultado pelo fenômeno Bolsonaro, Major Olímpio (PSL) era o que se podia chamar de baixo clero na Câmara dos Deputados, até sair das urnas neste domingo (7) como senador mais votado São Paulo, com 8.883.827 mil votos.

E, assim, ajudou a frustrar as expectativas de retorno de Eduardo Suplicy (PT), dada como certa até poucas semanas antes do pleito.

Usou sem pudor uma estratégia controversa, mas que deu resultado: apareceu na televisão pedindo ao seu eleitor para abrir mão de escolher dois representantes, de forma a votar nele duas vezes nas cadeiras ao Senado, o que anulava a segunda opção.

Hoje num partido considerado de extrema direita, e com um discurso que é música aos ouvidos do eleitorado do capitão da reserva, como a liberação de armas e a redução da maioridade penal, major Olímpio já militou nas fileiras de partidos de centro esquerda. Começou no PV, passou pelo PDT, PMB,  SD e agora o PSL.

Em 2010, ainda no PDT, por muito pouco não assumiu a vaga de vice na chapa de Aloísio Mercadante (PT) ao governo de São Paulo, mas seu nome foi rechaçado pelos petistas.

Se alguém tem dúvida sobre o peso de Bolsonaro na eleição dele, basta uma única informação: em 2016, como candidato a prefeito de São Paulo, contou com apenas 116.870 votos. O capitão da reserva é ou não o bilhete premiado do major?

Por – CONEXÃO CAPIVARA – Jornal DHoje Interior

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