Conexão Capivara: Ielar deverá reabrir até dezembro

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Com a anuência da Justiça do Trabalho oficializada no final de agosto, a Assossim, operadora de serviço de medicina popular em Rio Preto, tem até o final de dezembro para reativar o Hospital Ielar, fechado em março de 2017. Ou seja, se tudo seguir conforme o acordado, a instituição deverá ressuscitar ainda neste ano.

A Assossim fez uma proposta para assumir a gestão do hospital e, pelo acordo firmado entre as partes e aprovado pelo judiciário trabalhista, recebeu o prazo de quatro meses para concluir todo o projeto (inclusive de adequação do espaço físico), colocando o hospital em funcionamento.

Dhoje Interior

A partir da reabertura, serão 12 meses de carência para, então, dar início aos parcelamentos das dívidas trabalhistas que estão abertas e representam um dos principais passivos do Ielar.

A parceria em andamento foi tornada pública pelo diretor do Instituto Espírita Nosso Lar (Ielar), Ricardo Fasanelli, em maio deste ano durante palestra em um centro espírita, mas o acordo ainda dependia, na época, de aval da Justiça.

De acordo com o advogado Eder Fasanelli, que representa o Ielar, a proposta está concretizada e, em menos de um mês, deverão começar as reformas no prédio. Ele afirmou ainda que, de início, o hospital não irá atender pelo SUS.

A Assossim é uma das sete operadoras de medicina popular em funcionamento hoje em Rio Preto, por meio da qual a pessoa paga preços de tabelas de convênios por consultas e procedimentos de saúde, por exemplo.

Um dos grandes problemas do setor hoje em dia é justamente a dificuldade em atender a demanda por cirurgias e internações, uma vez que o modelo encontra resistência junto aos hospitais convencionais, que geralmente têm seus próprios convênios.

Pelo acordo, a Assossim não está “comprando” o Ielar, mas apenas assumindo a sua gestão, com um investimento estimado em R$ 2 milhões para terminar as obras. As tratativas preveem ainda a destinação de 60% da receita bruta obtida para pagar as dívidas do hospital.

A encrenca financeira do Ielar não é pequena. O hospital fechou em março de 2017 em meio a uma crise financeira incontornável na época, dívidas com a União e problemas com o Tribunal de Contas do Estado (TCE). Por longo tempo, dependeu de repasses mensais do município, com valores acima dos serviços prestados, para que se mantivesse aberto.

De acordo com os gestores do Ielar, o repasse feito pelo SUS – cerca de R$ 1 milhão ao mês – não cobria as despesas do dia a dia. A Prefeitura fazia um repasse de R$ 12 milhões ao ano, que foram suspensos no início de 2017 após o TCE rejeitar as contas do hospital. A dívida do hospital quando foi fechado estava na casa de R$ 80 milhões, incluindo o montante trabalhista.

 

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