Conexão Capivara: Freio no desgaste

Depois de meses de desgaste, a Prefeitura de Rio Preto finalmente resolveu homologar o processo seletivo e convocar os aprovados no concurso público da Assistência Social. O imbróglio se arrastava desde o início do mandato do prefeito Edinho Araújo (PMDB) e não foram poucas as vezes em que os secretários ameaçavam não chamar ninguém. Houve pressão de todos os lados, especialmente do Sindicato dos Servidores e da Câmara, que enviou requerimento ao Executivo cobrando a contratação dos 55 profissionais (30 assistentes sociais, 10 psicólogos e 15 educadores sociais).

O concurso foi aberto pelo ex-prefeito Valdomiro Lopes (PSB) em 2016 e, por conta das restrições eleitorais no ano passado, os aprovados só poderiam ser convocados neste ano. Mas, desde que assumiu, Edinho tem reiterado que a crise financeira poderia fazer com que a Prefeitura desistisse de contratar os 55 profissionais.

A verdade é que, nos últimos meses, a administração Edinho entrou em um vórtice de notícias negativas. Alertado pelos seus secretários técnicos – Israel Cestari (Planejamento), Angelo Bevilacqua (Fazenda) e Luís Roberto Thiesi (Administração) -, o prefeito passou a fazer cortes financeiros profundos em vários setores e a murchar sua popularidade. O caso mais emblemático foi a demissão de 500 anjos da guarda e a consequente onda de ataques a escolas municipais – em 15 dias, oito instituições já foram alvo de furto e vandalismo. Mas a matemática não será sem sacrifícios: para a convocação dos assistentes sociais, mais terceirizados irão para rua com a não-renovação de convênios na área.

Segundo o prefeito, a contratação não será imediata e vai respeitar o caixa da Prefeitura. A homologação será feita na primeira quinzena de novembro, mas a primeira leva das convocações, de acordo com o secretário Thiesi, deverá ser realizada no início de 2018. De qualquer maneira, a partir do momento da homologação, a Prefeitura será obrigada por lei a chamar todos os 55 aprovados – mais cedo ou mais tarde.
A situação está tão crítica que um ato trivial – que é a simples convocação de pessoas que prestaram um concurso público – foi comemorada pelos governistas como se fosse um gol de placa. É a tentativa de Edinho de tentar escapar da saraivada de más notícias que tem atingido a sua administração nos últimos meses.

Clique aqui e confira na íntegra a coluna desta quarta-feira (18)

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