Conexão Capivara: Figurões na mira

No dia seguinte à divulgação do resultado da sindicância feita pela Prefeitura de Rio Preto na Emurb, que revelou todo tipo de maracutaia na licitação da Área Azul Digital, a CPI formada na Câmara já decidiu que vai ampliar suas investigações até o início dos anos
2000, quando a Empresa Municipal de Urbanismo foi criada. Outra resolução 
importante: vai convocar todos os presidentes que já administraram a Emurb desde então.

Na lista estão vários fgurões da política rio-pretense, entre eles Alex de Carvalho (braço-direito do ex-prefeito Valdomiro Lopes) e Liszt Abdala, que foi exonerado após a revelação de que empresas da sua família participaram da fraudada licitação da Área Azul Digital. E será convocado também um dos homens-fortes do prefeito Edinho Araújo (MDB): o secretário de Governo, Jair Moretti. A real influência de Moretti dentro da Emurb no atual mandato, aliás, ainda é uma incógnita. Um dos seus féis escudeiros, Gibran Belasques, é diretor dentro da empresa. E o secretário participou inclusive da festa de fim de ano com a presença dos funcionários da Emurb e a também ex-presidente Vania Pelegrini.

Mas nega de pés juntos que tenha qualquer ascendência direta na administração da Emurb neste terceiro mandato de Edinho. Ontem (15), o presidente Marco Rillo (PT), o relator Gerson Furquim (PP) e o membro Celso Peixão (PSB) defniram quais serão os primeiros passos da CPI. Já decidiram que vão inundar o Executivo com 25 requerimentos solicitando as mais variadas informações – a começar pelo conteúdo do relatório da sindicância e todos os depoimentos tomados pelo secretário de Administração, Luís Roberto Thiesi. Rillo afirmou que só ficou sabendo, por enquanto, da conclusão da sindicância pela imprensa, mas disse ter fcado surpreso com a confrmação de que os R$ 350 mil destinados à Área Azul Digital não foram integralmente aplicados no projeto. “Pelo que eu li, esse valor foi utilizado para pagar dívidas de empréstimos. Isso é desvio de fnalidade e resulta em improbidade administrativa contra o prefeito”, afrmou o petista.

Tanto Rillo quanto Furquim acreditam que a sindicância não foi tão a fundo quanto deveria. O relator disse que “não foram feitas as perguntas que queremos saber”, entre elas se as fraude em série cometidas na licitação da Área Azul Digital eram constantes também em outros contratos feitos pela Emurb.

A CPI terá muito trabalho pela frente. E ainda há muitas respostas a serem ditas sobre o descalabro que tomou conta da Empresa Municipal de Urbanismo.

 

Clique aqui e confira na íntegra a coluna deste sexta-feira(16)

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