Conexão Capivara: Façam suas apostas

Com o ano chegando ao fim, a grande expectativa política em âmbito municipal a partir de agora é com a inevitável reestruturação de secretariado que Edinho Araújo (PMDB) promoverá para 2018. Tanto na Câmara quanto na Prefeitura, ninguém tem dúvidas de que as mudanças virão. A questão é se o peemedebista vai apenas apertar uns parafusos aqui e ali, com uma ou outra substituição, ou se vai radicalizar na busca de um outro perfil para seu governo.

A troca de peças que não estão funcionando a contento é natural depois do primeiro ano de mandato, quando o cenário político é bem diferente daquele desenhado no pós-eleição, que definiu a montagem da equipe. Direito inquestionável do prefeito também medir o desempenho de seus colaboradores diretos. Ou seja, duas razões que justificam sem melindres a dança das cadeiras.

Quanto às motivações políticas, o cenário é claríssimo. Quando Edinho faturou a Prefeitura, o arco de alianças que o sustentava era um, basicamente em torno do PMDB, PRB, PSD e outras siglas menores. Para ganhar maioria absoluta na Câmara, no entanto, ele precisou desmontar o G-9, grupo de oposição formado por partidos que estavam com os concorrentes. E este tipo de apoio no Legislativo não é, e nunca será, desinteressado. Agora, o guarda-chuva do prefeito precisa abrigar também, por exemplo, o PR de Fábio Marcondes, o PP de Paulo Pauléra, o PSB de José Carlos Marinho e Peixão, entre outros.

Uma das certezas entre tantas especulações é que o destino de Marcondes na Justiça, que parece começar a clarear, vai influenciar muito o tabuleiro de Edinho. O vereador, que garantia não querer secretaria, já tem um discurso mais elástico. “O prefeito tem que ter liberdade para definir secretários sem pressão de partidos. A trajetória do prefeito mostra que ele não trabalha sob ameaças ou condições. Estou feliz na Câmara. Sou um soldado caso ele precise”, disse ao ser questionado pela coluna sobre suas ambições. Precisa explicar muito?

Mas, para um entrar, outro tem de sair. Uma sensação em relação ao governo ultrapassa o âmbito dos interessados diretos nos cargos. Parte do governo exala cansaço, apatia. Está longe de mostrar dinamismo, disposição ou talento para o embate, além de brilho próprio. A falta de dinheiro para investimentos justifica em parte apenas. Os especuladores de plantão miram como possíveis alvos das mudanças pastas como Esportes, Trânsito, Assistência Social, Educação e Obras ou Serviços. O jogo está só começando e a escalação de quem entra em campo e quem deixa o time vai ser tensa. Façam suas apostas…

Clique aqui e confira na íntegra a coluna deste sábado (18)

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