Conexão Capivara: Escola Sem Partido é aprovado em meio a confusão

Se a audiência pública realizada em outubro quase descambou para pancadaria entre manifestantes favoráveis e contrários ao Escola Sem Partido, a sessão de ontem (7) em Rio Preto quase teve agressão física entre dois vereadores: Anderson Branco (PR) e Marco Rillo (PT).

O estopim foi provocado por Branco, que subiu à tribuna para falar sobre o projeto, mas iniciou seu discurso citando o suposto dinheiro recebido da Odebrecht pelo deputado estadual João Paulo Rillo (PT), filho de Marco. Foi o suficiente para o vereador petista perder as estribeiras e ir para cima de Branco. O presidente da Câmara, Jean Charles (PMDB), teve de suspender a sessão e pedir para que o vereador do PR se ativesse ao teor do Escola Sem Partido e evitasse confrontos com Rillo. Branco não atendeu, voltou ao assunto e a confusão se instalou no plenário e nas galerias, tomadas de manifestantes favoráveis e contrários à proposta.

Na votação não houve surpresa e, como a Conexão Capivara antecipou, o projeto do Escola Sem Partido foi aprovado – foram 10 votos favoráveis e 4 contrários. Com a presença da Polícia Militar e da Guarda Municipal nas galerias, ao lado dos manifestantes, a sessão teve vários momentos de tensão. Rillo foi o principal alvo dos favoráveis à proposta, que protestavam da galeria: não foi perdoado em todas as suas manifestações – inclusive na votação do empréstimo de R$ 203 milhões.

Contra a proposta, utilizaram a tribuna os vereadores Renato Pupo (PSD), Marco Rillo (PT) e Pedro Roberto (PRP). A favor, Anderson Branco (PR) e Jean Dornelas (PRB), autor do projeto. Pupo destacou a ilegalidade da proposta e disse que a discussão sobre o Escola Sem Partido está transformando os professores em vilões. Já Rillo partiu para cima do MBL, mentor do projeto em Rio Preto, chamando o grupo de MBLP (Movimento Brasil Livre dos Pobres). Pedro criticou as “pegadinhas” contidas pela proposta, que tornarão os professores acuados. Favorável ao Escola Sem Partido, Branco provocou Rillo, disse que defendia a família tradicional brasileira e colocou óculos escuros para dizer que votará em Jair Bolsonaro. Dornelas defendeu a legalidade do projeto e disse que não haverá punição aos professores. Agora, o abacaxi está com o prefeito Edinho Araújo (PMDB), que poderá sancionar ou vetar a lei.

Votaram a favor do Escola Sem Partido Jean Dornelas (PRB), Anderson Branco (PR), Fabio Marcondes (PR), José Carlos Marinho (PSB), Celso Peixão (PSB), Francisco Junior (DEM), Zé da Academia (DEM), Karina Caroline (PRB), Claudia de Giuli (PMN) e Jorge Menezes (PTB). Foram contrários Marco Rillo (PT), Renato Pupo (PSD), Pedro Roberto (PRP) e Marcia Caldas (PPS). Paulo Pauléra (PP) e Gerson Furquim (PP) estavam ausentes. Jean Charles (PMDB) não votou por ser presidente da Câmara.

 

A favor

Jean Dornelas (PRB), Anderson Branco (PR), Fabio Marcondes (PR), José Carlos Marinho (PSB), Celso Peixão (PSB), Francisco Junior (DEM), Zé da Academia (DEM), Karina Caroline (PRB), Claudia de Giuli (PMN) e Jorge Menezes (PTB)

 

Contra

Marco Rillo (PT), Renato Pupo (PSD), Pedro Roberto (PRP) e Marcia Caldas (PPS)

 

Ausentes

Paulo Pauléra (PP) e Gerson Furquim (PP)

 

Não votou

Jean Charles (PMDB)

 

Clique aqui e confira na íntegra a coluna desta quarta-feira (08)

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