Conexão Capivara: Em nome do filho

A avaliação a seguir tem sido repetida quase em todas as rodas, mesas de cafés e conversas de boteco quando o assunto entra em pauta. E defendida com convicção por um grupo considerável de candidatos que se sentem afetados, diretamente ou não, pela decisão do prefeito Edinho Araújo (MDB) de colocar o rebento, Edinho Filho (MDB), na briga por uma cadeira na Assembleia Legislativa.

É consenso que a candidatura de Edinho Filho está criando alguns problemas para o pai. O deputado estadual Itamar Borges (MDB) e o vereador Renato Pupo (PSD) são dois exemplos. O primeiro, parceiro histórico do prefeito de Rio Preto, ainda não se conformou em ter sido deixado à própria sorte. E engata uma choradeira danada neste sentido sempre que se vê diante de um interlocutor solidário. Tanto que já leva o apelido de “viúva do Edinho”, tamanho o desconsolo.

O delegado, que subiu no mesmo palanque que o emedebista e cujo partido, o PSD, é o principal sócio do governo municipal, é outro que anda inconformado. Sente-se duplamente “traído”. Por Edinho, que não só colocou um nome em cena que concorre diretamente com ele, como lhe tirou a exclusividade de dobrada com Eleuses Paiva (PSD). E pelo vice-prefeito, de quem ele se considerava “parça” na alegria e na tristeza. O duplo golpe pode, inclusive, levar Pupo a encaixotar por enquanto suas ambições como deputado estadual.

Além dos dois, há problemas também com outros pré-candidatos de partidos que fazem parte do governo e que gostariam de se sentir afagados pelo prefeito, que para fortalecer a aliança do filho declarou de cara apoio pessoal e voto a Eleuses. E assim, outros pretendentes a federal, como o leal vereador Pedro Roberto (PRP), também estão sendo obrigados a lidar com um desconfortável sentimento de rejeição. E tem ainda o desgaste com partidos que não são aliados de primeira hora, mas querem ser, caso do PR de Fábio Marcondes e Anderson Branco, apoiadores de Motta, outro candidato a federal.

E isso, dizem os mais críticos, coloca em xeque até a maioria na Câmara, que ainda flutua de acordo com os interesses de momento. Dado o cenário, tem muita gente interessadíssima na equação eleitoral fazendo chegar ao prefeito que, em nome de sua paz política e administrativa, ele deveria recuar na candidatura do filho para não confrontar aliados e adversários.

Daí, a pergunta que inevitavelmente surge nas conversas citadas acima é: o prefeito está disposto a bancar crise e desgaste para tentar eleger o filho? Vale lembrar que o rapaz já comprou a ideia e vem se esforçando para cumprir o figurino de candidato disciplinado que o pai sempre vestiu.

Clique aqui e confira na íntegra a coluna desta quarta-feira (13)

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