Conexão Capivara: Edinho terá de fazer mágica

Diante da confirmação, agora oficial, de que o empréstimo de R$ 203,7 milhões junto à Caixa Econômica Federal está embargado até segunda ordem, e sem perspectiva de reversão a curto prazo, o prefeito Edinho Araújo (MDB) precisa desenvolver rapidamente habilidades que vão muito além da capacidade de fazer malabarismos com recursos públicos insuficientes para a demanda.

Dada a má notícia, levada ao seu gabinete na tarde desta sexta-feira, 2, por um grupo de representantes da instituição financeira, ele precisa desesperadamente aprender a fazer mágica e tirar da cartola um vistoso coelho, capaz de manter adestrados vereadores que pedem cada vez mais e uma população, de norte a sul da cidade, ansiosa pelo cumprimento de promessas de palanque.

O comunicado oficializando informações que a Conexão Capivara antecipou em primeira mão na edição de terça-feira, dia 30, foi assinado por Vitor José Scarameli (gerente de filial substituto) e Dolce Ferreira dos Santos Silvério (superintendente regional substituta).
Ainda havia por parte da ala técnica do primeiro escalão do prefeito a expectativa de uma solução política, dada a proximidade de Edinho com o presidente Michel Temer (MDB). Até porque, segundo o secretário de Planejamento, Israel Cestari, o município já havia cumprido todo o rito burocrático, e dado todas as garantias necessárias.

O fato, no entanto, é que Edinho deu azar. O contrato estava pronto para ser assinado, o que livraria Rio Preto da suspensão, quando o Conselho Administrativo da Caixa baixou a decisão de congelar todos os processos em andamento com municípios e estados no dia 26. Os recursos que Rio Preto pleiteia são do programa de Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (Finisa), com prazo de dois anos de carência para começar a pagar as 120 parcelas mensais a juros de 11,3% ao ano.

Pelos planos iniciais do governo, R$ 200 milhões iriam para obras de infraestrutura urbana, elaboração de projetos e cálculos de desapropriações. Os R$ 3,7 milhões seriam destinados a ações de reflorestamento para atender a um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado pela gestão anterior.

Diante da confirmação oficial, Edinho procurou adotar tom otimista, dizendo-se “confiante na retomada rápida do processo”. Ele afirmou ainda que vai reiterar o pedido junto à direção da Caixa.

É um posicionamento padrão. Agora, além de torcer para que Michel Temer sucumba à grita de prefeitos e governadores de todo o País para que a Caixa flexibilize a medida e reabra as torneiras, Edinho e sua equipe precisam queimar miolos para descobrir onde achar aquele coelhão citado lá em cima. Sob pena de seu segundo ano de governo seguir arrastado, sem capacidade de investimentos novos e frustrando muitos de seus apoiadores. Porque, para a população, não bastam sorrisão simpático e boas intenções.

Clique aqui e confira na íntegra a coluna deste sábado (03)

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