Conexão Capivara: Dose dupla

Se João Doria lograr sucesso na costura que vem tentando para viabilizar seu nome como candidato tucano ao governo de São Paulo, Rio Preto terá dois políticos de peso na corrida por cadeiras no Senado federal: Aloysio Nunes (PSDB), que se não mudar de ideia vai tentar a reeleição, e o deputado Federal Rodrigo Garcia (DEM), que vem se colocando como pré-candidato ao governo de São Paulo, mas aceita discutir outras opções.

O prefeito de São Paulo colocou em campo a estratégia de construir em torno de seu nome um arco de alianças partidárias forte o suficiente para desmontar a oposição que encontra fora e dentro do próprio PSDB. Ele sabe que, na guerra interna, principalmente, ganha quem conseguir agregar forças primeiro, especialmente porque o amplo grupo de legendas que sustentou o governo Geraldo Alckmin (PSDB) está, hoje, todo fatiado.

E o DEM de Rodrigo Garcia – assim como o PSD de Gilberto Kassab e Eleuses Paiva – é peça fundamental nesse xadrez. O prefeito de São Paulo tem um almoço agendado neste sábado, 17, com Rodrigo e membros do diretório do DEM paulista. Ele vai tentar angariar o apoio dos democratas oferecendo vaga ao Senado para o ex-secretário de Habitação. Kassab, por sua vez, ficaria com o posto de vice.

Se as pretensões do afoito Doria vão se concretizar ainda é cedo para dizer. Márcio França (PSB), vice de Alckmin, também trabalha na outra ponta para fortalecer sua candidatura, com a ressalva de que é o governador a partir de abril. E mais: Alckmin tem mostrado muito empenho em mantê-lo como aliado, nem que para isso tenha de transformá-lo num tucano de carteirinha.

Tiradas as ressalvas acima, não dá para negar que a oferta de Doria a Rodrigo Garcia não é de todo um mal negócio. Nada mais clichê na política do que lançar candidaturas majoritárias para negociar ao longo do processo de consolidação das coligações.
Rodrigo é jovem, tem longa experiência como deputado e se fortaleceu dentro do DEM a ponto de deter a liderança da legenda na Câmara dos Deputados. Sente, portanto, que chegou o momento se arriscar em algo maior. Resta saber se esse maior é a oferta que vem de Doria. E se esse último terá habilidade suficiente para cacifar a si próprio na briga.

Clique aqui e confira na íntegra a coluna deste sábado (17)

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