Conexão Capivara: Clube do milhão

A proibição das doações de empresas desnudou de vez as apostas eleitorais de cada partido. Sem a possibilidade de contar com o dinheiro de pessoas jurídicas, a opção dos candidatos é o financiamento do partido, o autofinanciamento ou a contribuição de amigos ou simpatizantes. Destas três opções, está claro que o dinheiro dos partidos, oriundo do fundo partidário, é que tem feito pesar a balança.

Dos nove candidatos a deputado federal com domicílio eleitoral em Rio Preto, dois já ultrapassaram a casa de R$ 1 milhão em doações partidárias. E um terceiro deve chegar a essa marca até o fim das eleições.

O mais abastado destes candidatos, em termos de repasse do partido, é Luiz Carlos Motta (PR). O diretório nacional do PR já aplicou R$ 1,4 milhão na sua campanha. Outros R$ 30 mil foram doados pelo próprio candidato. Para se ter uma ideia, a também candidata a federal pelo PR de Rio Preto, Bia Hipólito, até agora não recebeu um centavo para sua campanha. Nem há garantia de que vá receber até 7 de outubro.

O clube dos milionários eleitorais inclui também Eleuses Paiva, que tenta uma vaga na Câmara Federal pelo PSD. Até agora, seu partido já destinou R$ 1 milhão para tentar levá-lo a Brasília. O próprio Eleuses destinou outros R$ 100 mil para sua própria campanha.
Quem ainda não chegou no clube do milhão, mas que deve estar incluído neste grupo privilegiado em breve, é Valdomiro Lopes (PSB). Até agora, foram R$ 550 mil do diretório nacional e outros R$ 88 mil da estadual. O ex-prefeito, também candidato a federal, destinou R$ 10 mil à sua campanha.

Mais modesta na disputa por Brasília aparece Ivani Vaz de Lima (PSDB), com doação de R$ 100 mil da direção nacional tucana. Ela conta ainda com R$ 5 mil aplicados pelo ex-ministro da Agricultura Antonio Cabrera Mano Filho.

Quem também conseguiu um apoio partidário, mas ficará bem distante do clube do milhão, foi Pedro Roberto (PRP). Até agora, recebeu R$ 50 mil do diretório nacional e outros R$ 20 mil do estadual.

Os demais candidatos a federal não possuem qualquer arrecadação – além de Bia Hipólito, estão neste grupo Kawel Lotti (Podemos), Gisela Mariana (PTB) e Elisangela Santos (Psol). Alguma coisa deve pingar até o fim de setembro, mas parecem não ser prioridades dentro dos seus próprios partidos.

Quem arrecada mais, obviamente, tem condições de fazer uma campanha mais ostensiva e maior probabilidade de ganhar uma vaga. Os partidos têm deixado claro suas preferências. Resta combinar isso com o eleitor.

Clique aqui e confira na íntegra a coluna desta quinta-feira (13)

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