Conexão Capivara: Até quando aguenta?

Comenta-se nos bastidores da política até que momento o prefeito de Rio Preto, Edinho Araújo (MDB), vai segurar a tão aguardada reforma no secretariado – muito aguardada, frise-se, pelos vereadores.

A situação política na Câmara não é das mais favoráveis. O que não deixa de surpreender, já que dos 17 vereadores apenas dois – Gerson Furquim (PP) e Marco Rillo (PT) – se assumem como oposição. O restante é mais ou menos governista, cada um ao seu modo. Mesmo assim, Edinho não conseguiu evitar que duas CPIs fossem formadas já no início de 2018, ambas para apurar supostos malfeitos dentro do seu governo: a da Emurb e da Guarda Municipal.

O que fez a luz amarela acender no 8º andar é o fato de as investigações terem sido propostas por grupos distintos dentro da Câmara. A da Emurb só veio à luz com apoio maciço do bloco governista “raiz” – formado pelos vereadores que apoiaram a eleição de
Edinho e ocupam secretarias municipais dentro da Prefeitura. Já a da Guarda Municipal surgiu dentro do outro grupo de novos aliados que também possuem cargos na administração, mas nenhuma pasta sob seu comando.

Edinho está apanhando politicamente dos dois lados. E por isso há quem defenda uma reforma administrativa rápida, para poder acomodar os novos aliados. Mas o prefeito tem
resistido, até agora, a ceder à pressão e ao loteamento do Executivo para ter um respiro no Legislativo. O ex-prefeito Valdomiro Lopes (PSB), que abafou toda e qualquer investigação contra seu governo na Câmara, fez exatamente isso: chegou a nomear cinco vereadores para secretarias municipais, garantindo uma servidão e uma mansidão poucas vezes vista no Legislativo.

O atual prefeito, porém, tem tido pudores em remodelar seu governo para abrigar Fabio Marcondes (PR), Paulo Pauléra (PP) e companhia. Por outro lado, sabe que sua base “raiz”
– Jean Charles (MDB), Renato Pupo (PSD) e Pedro Roberto (PRP) – também pode lhe pregar peças, como ocorreu com a CPI da Emurb.

Edinho tem ciência de que, fazendo a política do varejinho – atendendo pedidos de vereadores nos bairros –, ele consegue manter a fidelidade do baixo clero. Mas o passe de gente mais graúda como Marcondes e Pauléra só será conquistado se a troca incluir uma secretaria municipal. E volta tudo para o início: a necessidade – ou não – de uma reforma no secretariado.

Enquanto a resposta não vier de maneira clara e cristalina, a vida de Edinho na Câmara continuará sendo com muita emoção.

Clique aqui e confira na íntegra a coluna deste sexta-feira(09)

 

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