Conexão Capivara: Até o último suspiro

Com 90% das urnas apuradas neste domingo (7), ainda não era possível cravar se a eleição presidencial teria 2º turno e, na briga pelo governo do Estado, saber quem seria o adversário de João Doria (PSDB) na próxima etapa. Prova de que as duas disputas foram acirradas até o último suspiro e, quase, até o último voto.

No cenário nacional, deu aquilo que as pesquisas já apontavam: 2º turno entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). O capitão da reserva terminou com 46,27%, enquanto o petista atingiu os 28,99%. Mas não foi assim, especialmente durante o início da apuração, quando Bolsonaro chegou a aparecer com 49,5%. À medida que as urnas do Nordeste eram computadas, a vantagem do capitão foi caindo e ficou claro que a eleição presidencial teria um 2º turno.

Os institutos de pesquisa já apontavam que a briga pelo Palácio dos Bandeirantes poderia ter uma reviravolta nos últimos dias, com o crescimento constante de Márcio França (PSB). E a virada ocorreu, colocando o atual governador no 2º turno, à frente de Paulo Skaf (MDB) – que, em dado momento da campanha, chegou a liderar a corrida pelo governo do Estado.

No final das contas, a declaração de Skaf nos últimos dias de que apoiaria Bolsonaro não surtiu o efeito desejado em comparação a outros Estados do País e não foi suficiente para garanti-lo no 2º turno das eleições. Doria e França é que vão protagonizar a disputa pelo Estado de São Paulo nas próximas semanas.

No cenário nacional, agora é a corrida para brigar pelos votos dos derrotados no 1º turno, especialmente Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB). A tarefa de Bolsonaro parece ser mais tranquila, já que ele precisaria crescer apenas quatro pontos para se tornar o presidente da República. Já Haddad tem muito chão pela frente, e único caminho seria criar uma grande coalizão de partidos e políticos em torno do seu nome. Além, é claro, conseguir beliscar alguns votos bolsonaristas – o que, convenhamos, é uma missão bem complicada.

O próximo presidente e o próximo governador do Estado serão decididos no dia 28 de outubro. Até lá, tome mais campanha eleitoral. E que seja mais calcada em propostas de governo para o País e menos em ódio – seja por parte dos candidatos, seja por parte dos seus eleitores. Não custa sonhar com uma eleição mais limpa, propositiva e menos odienta.

Por – CONEXÃO CAPIVARA – Jornal DHoje Interior

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