Conexão Capivara: Água mole em pedra dura…

Imagine um fogão gigante com mais de 20 panelas de pressão recheadas de vaidades, disputa por poder, fofocas, intrigas, ambições por cargos e as demandas diárias do serviço público fervendo em fogo alto. E tudo ao mesmo tempo. Isso é a prefeitura e suas secretarias.

A panela da Educação, a maior em número de servidores e mais vistosa do ponto de vista financeiro, é também aquela onde a conspiração reina quase que em tempo integral, dando a sensação de que vai explodir a qualquer momento.

O secretário de Planejamento, Israel Cestari, tirou férias e foi para a praia, mas segue como alvo preferencial de um grupo que não aceita o que chama de interferência externa na pasta que tem como titular Sueli Costa, funcionária de carreira.

Dez dias atrás, o prefeito Edinho Araújo (PMDB), a secretária e o assessor de comunicação da secretaria, o jornalista Beto Lofrano, reuniram-se com os integrantes das três câmaras de estudos criadas para reavaliar a estrutura da Educação, uma focada nos recursos humanos, outra na formação pedagógica e a terceira no planejamento e execução de serviços. A ausência de Cestari, que idealizou e implantou as equipes de trabalho, foi interpretada como uma queda no seu poderio até então inabalável dentro da pasta. Outro sinal lido com entusiasmo pelos opositores é a força política que Lofrano vem ganhando. “Ele virou o anjo da guarda da Sueli. É quem resolve os problemas lá no gabinete. E caiu nas graças do povo todo da Educação”, disse uma fonte da coluna. Ou seja, o espaço ocupado por Cestari vem sendo discretamente coberto por Lofrano.

Nessa nova configuração, o grupo acha mais fácil, agora, desbancar as chamadas “meninas do Cestari”, que ocupam funções estratégicas no comando da secretaria, entre as quais os setores de pessoal, de contratos, o administrativo e o de assessoria especial.
A expectativa é que as mudanças ocorram no final das férias de 15 dias que Sueli vai tirar em janeiro. Edinho, mais que nunca, vem afagando o ego de Cestari, reconhecendo sua capacidade de achar soluções com os números. Mas na política quase nunca a soma de dois mais dois dá quatro.

Clique aqui e confira na íntegra a coluna desta sexta-feira (29)

 

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