Conexão Capivara: A saúde de Eleuses

O vice-prefeito Eleuses Paiva (PSD) deixou oficialmente o comando da Secretaria da Saúde na tarde desta terça-feira (10), depois de 45 dias de licença para uma cirurgia que acabou apontando outros problemas em seu quadro clínico, chegando ao que ele classifica como “pré-câncer.”

Não foi uma decisão fácil para Eleuses, que viveu um verdadeiro dilema nas últimas semanas. Não só porque a Saúde é uma das áreas que mais demandam atenção no poder público, mas também porque ele personificou ao longo da campanha eleitoral um projeto para o setor. Colocou em jogo o peso de seu currículo como médico respeitado naquele que era o serviço pior avaliado pela população, segundo pesquisas realizadas na época.

Mas foi grande a pressão dos três filhos, que exigem do pai, neste momento, tranquilidade para preservar a sua própria saúde. “Vou ter menos tensão na minha recuperação”, afirmou Eleuses. Exatamente por isso, Eleuses usou uma frase padrão dos políticos quando eles querem fugir de um assunto, mas que, na atual situação, faz todo sentido. “Não penso em campanha eleitoral agora. Vou pensar nisso a partir de março do ano que vem”, respondeu ao ser questionado sobre sua ambição de disputar como deputado federal em 2018.

A equipe que fica no lugar de Eleuses deixa uma situação muito clara também. Ele sai da secretaria, mas a secretaria não sai dele. Isso porque Aldenis Borim, aliado de primeira hora do vice-prefeito e de sua total confiança, aceitou ficar na pasta como titular. Ele estava como interino desde o afastamento de Eleuses. Na retaguarda dele, outras quatro pessoas fechadas com o vice-prefeito e o projeto dele para a pasta: os médicos André Baitello e Elisabete Liso, a bióloga Amena Cury e o promotor de justiça aposentado Antonio Baldin. Todos especialistas em suas áreas e com visão técnica, o que leva até adversários políticos a avaliarem “que a pasta nunca esteve tão bem assessorada”.

No discurso oficial, o prefeito Edinho Araújo (PMDB) disse que Eleuses vai observar tudo de muito perto. “Ele vai ser o clínico geral da Prefeitura”, afirmou. Mas como política é política, mesmo quando a situação exige mais cuidado e sensibilidade, antes do anúncio oficial, em reunião às portas fechadas, Eleuses fez valer seu peso político com o prefeito. Avisou que a pasta não suporta cortes dramáticos de orçamento. Edinho concordou, vida que segue…

Clique aqui e confira a coluna completa desta quarta-feira (11)

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