Condenação dos réus no caso Kelly Cadamuro deve sair no fim de Junho

A Justiça estadual mineira em Frutal-MG a 113 km de Rio Preto realizou desde o início da manhã desta quarta-feira a primeira audiência de instrução e julgamento sobre o caso, Kelly Cristina Cadamuro, que morreu aos 22 anos depois de ter combinado uma carona com o pedreiro Jonathan Pereira do Prado, 33, anos. Ao todo, oito pessoas foram intimadas e a sentença só deve sair no fim de junho deste ano, juiz Luiz Gustavo Moreira que analisa a história ainda vai aguardar duas testemunhas de Rio Preto ouvidas por carta precatória.

O Procedimento judicial do processo que tramita em sigilo começou por volta das 09h e durou cinco horas, namorado de Kelly, que chegou a ser apontado pelo principal suspeito Jonathan de ser o mandante do assassinato da auxiliar administrativa e radiologista, que saiu de Rio Preto dia 1º de novembro de 2017, também prestou depoimento.

Além dele, o tio, dois policiais militares que atenderam a ocorrência de localização do corpo próximo a um riacho e mais três testemunhas entre elas o funcionário do posto de combustível onde o carro de Cadamuro foi abastecido em Nova Granada-SP.

Foram ouvidas também nesta fase do caso, além do ex-companheiro de Kelly, o delegado que conduziu a investigação e um cliente do lava-jato onde o réu Prado trabalhava antes de ser preso preventivamente arroladas pela defesa.

Como de costume a moça iria visitar o engenheiro Marcos da Silva de 28 anos de Itapagipe a 120 km, que separam Rio Preto e a cidade do Triangulo Mineiro, outras duas mulheres que teriam sido abordadas por Jonathan no prazo de até três semanas.

Segundo Ministério Público, a jovem foi estuprada e teve o carro roubado por Jonathan que negou o crime de violência sexual, mas assumiu o homicídio, ele estava foragido da justiça ao ser beneficiado com a saída temporária de presos há cerca de 0ito meses antes cometer do crime. Na ação penal Pereira responde também fora ao estupro por latrocínio, ocultação de cadáver e fraude processual.

Além de Prado outras duas pessoas também estão presas e são réus por receber o veículo de Kelly pelo Jonathan, um Fox preto, Daniel Teodoro da Silva, 24 anos e Wander Luiz Cunha, 34, foram indiciados por receptação, Cunha que é primo do carona está sendo processado por fraude processual majoritária. Teodoro e Luiz possuem registros por roubo.

“Depende do juiz e da condução dos trabalhos. Vamos buscar a condenação com a pena máxima possível porque é uma forma de tranquilizar e amenizar a dor da família. Foi uma atitude muito covarde, sem chances de reação da vítima. Estamos saindo de São Paulo para buscar a justiça em Minas”. Disse o advogado Jorge Argemiro de Souza Filho responsável pela acusação e foi contratado pela família de Cristina.

DA REPORTAGEM:

Colaboração: Guilherme Ramos, às 17h29.

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