Como administrar a vida financeira após redução de salário na aposentadoria

O Brasil possui cerca de 19 milhões de aposentados, sendo que aproximadamente 66% ganham um salário mínimo (12,5 milhões). Muitos acabam voltando ao trabalho mesmo com a aposentadoria e alguns acabam se endividando devido ao fato de não se adaptar com a redução dos ganhos.

O aposentado Mauro Vechiatro, 81 anos, é um dos que recebem apenas um salário mínimo do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). “Eu me preparei para a aposentadoria. Economizei e fiz investimentos em propriedades”, comenta. Para o economista Roosvelt Bormann Filho, o caminho para uma vida financeira saudável na aposentadoria é esse. “É preciso diversificar os investimentos. Poupança, imóveis e previdências privadas são boas alternativas”, afirma.

Bormann ainda dá outras dicas para quem passou a receber menos. “Aprimorar o planejamento financeiro é essencial. Substituir e até mesmo cortar despesas faz a diferença no fim do mês”, complementa. Para o aposentado Ângelo Rafael, de 71 anos, o INSS tem um sério problema que acaba prejudicando quem depende do dinheiro. “O reajuste vem com defasagem. Nunca acompanha corretamente a inflação. O poder de compra acaba inevitavelmente diminuindo”. Recentemente o governo reduziu a previsão do reajuste de salário mínimo para R$ 998.

Segundo dados do INSS, o brasileiro se aposenta, em média, com 58 anos. André Calça, 79 anos, se aposentou, mas ainda segue trabalhando. “É necessário para complementar a renda”, segundo ele. Aproximadamente 46% dos aposentados retornam a trabalhar, seja para pagar contas, ou apenas para ocupar a mente. (Colaborou: Vinicius LIMA)

 

Da REPORTAGEM

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