Comércio é afetado em mais de meio bilhão de reais na região de Rio Preto

Presidente do Sincomercio, Ricardo Arroyo disse que o prejuízo diário no varejo, diariamente, é de R$ 60,3 milhões

Entre vários setores atingidos com a greve dos caminhoneiros, o comércio de Rio Preto e região, segundo o presidente do Sincomercio (Sindicato do Comércio Varejista), Ricardo Arroyo, já aponta um grande prejuízo. De acordo com levantamento feito pela entidade, diariamente R$ 60,3 milhões são perdidos em vendas, o que representa, no total de dia de manifestações, mais de meio bilhão de reais.

“Foi feita uma pesquisa e a paralisação dos caminhoneiros contra o aumento dos combustíveis tem refletido de uma maneira muito pesada no comércio de Rio Preto e da nossa região. Nós estamos hoje tendo um prejuízo de R$ 60,3 milhões por dia de queda de vendas, ou seja, vamos ter durante toda essa paralisação aproximadamente R$ 1,800 bilhão de queda no estado e R$ 5 bilhões em termos nacionais de prejuízo para a venda do varejo”, afirmou o presidente do Sindicato.

De acordo com Ricardo Arroyo, o principal motivo na queda das vendas é a paralisação dos caminhoneiros. “Como não tem combustível, a pessoa tem medo de vir para Rio Preto ou na região para fazer compras e isso faz com que elas fiquem em casa e não gastem. A pessoa não sabe se ela sair se terá condições de voltar, então acaba ficando em casa. Por exemplo, em Olímpia, o pessoal tinha feito reservas dos hotéis para o feriado, mas tem muita gente ligando e desmarcando com medo de vir e não ter como voltar”, exemplificou.

O presidente do Sincomercio ressalta que o valor de R$ 60,3 milhões de prejuízo é só do setor varejista e não inclui indústria, agropecuária ou frigoríficos. “Aqui na região temos as indústrias de móveis, que fabricam em Mirassol, Jaci, Balsamo, Votuporanga, todo esse pessoal está parado, porque não adianta colocar a mercadoria no caminhão, já que ele vai parar e não fará as entregas. Então, tudo isso para de girar e gera esse montante”, disse.

Por fim, Ricardo Arroyo diz que não tem um setor que seja o mais prejudicado e acredita que, após o final da greve, um prazo mínimo de 10 dias será necessário para o setor voltar ao normal.

“Qualquer centavo perdido em uma loja ou indústria é uma coisa que não retorna mais. Perdeu a venda não consegue mais. É muito difícil reaver essa venda e a maior parte das pessoas acaba não comprando mais e passa a pensar e analisar o risco de perder o emprego, ou de acontecer outra coisa pior com o governo daqui para frente. Então, isso tudo faz com que as pessoas deixem de fazer suas compras e ocasione esses valores hoje”, finalizou.

Por Marcelo Schaffauser

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