Comer, Beber e Afins: Esther Rooftop é opção classe A para quem passeia em Sampa

O Esther Rooftop fica no primeiro prédio modernista de São Paulo e tem vista para a Praça da República
Pavlova de manga

Quando o francês Olivier Anquier veio a Rio Preto em 2014 disse que tinha um projeto para abrir um restaurante na cobertura onde morava, no edifício Esther, no coração de São Paulo, com vista para a Praça da República. Em agosto de 2016 ele inaugurou com outros sócios, o bistrô Esther Rooftop. Trata-se de uma casa de culinária francesa, que tem como Chef executivo um de seus sócios, o francês Benoit Mathurin, nosso entrevistado nesta edição.

O Esther é opção para quem vive na ponte aérea, Rio Preto – São Paulo e gosta de variar o cardápio. Eles servem executivos no almoço e jantar e tem opções de bons drinks. Não aceitam reservas. O Esther Rooftop fica na Rua Basílio Gama, 29, na Praça da República em São Paulo. Telefone para informações (11)-3256-1009.

O Esther Rooftop fica no primeiro prédio modernista de São Paulo e tem vista para a Praça da República

Em Maio Rio Preto ganha um novo point: o Blue Jasmin

A novidade é inspirada num formato já consagrado em Chicago, Nova York e Londres. A ideia é da empresária Laís Accorsi, que quer unir boa gastronomia com música de qualidade. O Blue Jasmin tem o nome inspirado no Blues e na árvore que existe no point, um Jasmin

O Blue Jasmin surge onde era o Kbistrô, na Redentora

Manga, que vive florido. A cozinha terá referências argentina e espanhola. “Teremos um novo bar. Vamos abrir para happy hour e atender como restaurante até 22h30, depois terá música ao vivo, sempre às quintas e sábados”.

Na inauguração (em maio) começa também o festival de fondue. A cozinha terá uma parrila (para honrar a vocação da dona, uma parrileira assumida). “O Blue Jasmin nasce com muita personalidade. Terá a minha cara e vai ter uma proposta que parece ousada, mas é simples. Teremos cardápio enxuto”, adianta Laís.

O Blue Jasmin vai funcionar a partir de quarta-feira e deixa de lado qualquer referência ao Kbistrô. “Teremos um belo balcão onde o bartender acolherá a todos com uma variedade de drinks e no decorrer da noite surge uma banda de blues e jazz para completar”, conta ela, que promete uma experiência inovadora para a noite rio-pretense. A inauguração apenas para convidados será no início de maio. O point abre para o público em seguida. O Blue Jasmin fica na Rua XV de Novembro, 4050, Redentora.

 

Conversa com o Chef

Benoit Mathurin é sócio e chefe executivo do Esther

Benoit Mathurin

Ele é um Chef francês de 39 anos, formado pela École de Paris des Métiers de la Table. Está há 3 anos no Brasil e comanda a cozinha do paulistano Esther Rooftop, restaurante do qual é proprietário junto com outros sócios, entre eles o apresentador Olivier Anquier. Benoit Mathurin diz que é apaixonado pelo país, suas praias, por São Paulo e sua “street art.” Na conversa, ele deixa claro seu forte sotaque francês, natural da Normandia.

Comer, Beber e afins em Rio Preto – O que mais lhe inspira na culinária brasileira?
Chef Benoit Mathurin – O que gosto na cozinha brasileira é o monte de influências graças às várias chegadas dos imigrantes na história do país. Em São Paulo tem uma forte influência italiana e japonesa, que modela uma gastronomia própria de SP. No Rio pode perceber rapidamente que são os portugueses que influenciam mais a gastronomia da cidade. Amais de isso cada região tem uma própria culinária em função da situação geográfica e dos produtos locais e disponíveis…Gosto da variedade dos produtos, dos estilos…Quando eu cheguei no Brasil eu precisei aprender tudo de novo…Os produtos típicos do país, os peixes, os cortes de carne, muitas coisas variam da Europa. Foi muito interessante e instrutivo.

Comer, Beber e afins – Como você já notou, o Brasil tem várias vertentes culturais e cada região tem uma culinária típica. Conhece todas? Qual região mais lhe inspira?
Benoit Mathurin – Faz 3 anos e meio que descobri a cozinha brasileira. É tão vasto que não conheço tudo, mas tenho uma preferência para a cozinha caiçara. Uma cozinha descomplicada com produtos que gosto muito como os peixes, os mariscos, os crustáceos e também os legumes e frutas da mata atlântica. Uma cozinha de praia sem pretensão, bem gostosa e colorida!

Comer, Beber e afins – A gastronomia francesa ainda é a principal vertente mundial?
Benoit Mathurin – A cozinha francesa tem uma importância para todos os cozinheiros. É uma cozinha de tradição muito presente e forte desde muito tempo. Ela é uma base para várias pessoas. Agora, acredito que ela evoluiu bastante esses últimos anos. Ela se inspirou muito de várias influências, orientais (asiática e do maghrebi), da Europa do norte Dinamarca especialmente) e nasceu uma nova cozinha francesa, mais atual, mais contemporânea. É normal de ver uma evolução significativa. Vamos nos tornar numa culinária mundial que mistura todas as influências. Os novos cozinheiros viajam mais, trabalham mais fora da França para aprender novas técnicas, descobrir novos produtos e mais ainda! A cozinha e os cozinheiros evoluir bastante esses 20 últimos anos.

Comer, Beber e afins – No Esther o cardápio prioriza a culinária contemporânea?
Benoit Mathurin – Fazemos uma cozinha de bistrô contemporânea, que mistura como eu já falei, várias influências. Temos uma base clássica francesa com influências brasileiras, orientais. Uma cozinha simples e gostosa com uma apresentação e um visual interessante. Eu precisei de alguns meses para entender o que espera o público brasileiro…

Comer, Beber e afins – O que lhe motivou a iniciar um negócio na gastronomia brasileira?
Benoit Mathurin – Eu cheguei aqui depois uma proposta do irmão do Olivier (Anquier) o meu sócio. Olivier tinha a ideia de abrir um restaurante no antigo apartamento dele que estava no teto do edifício Esther o primeiro edifício modernista do Brasil. Eu fiz uma primeira visita em Abril 2014, com a minha esposa, para descobrir São Paulo, o lugar e falar do projeto. Rapidamente decidimos por aceitar a proposta e de mudar no mês de novembro de 2014 para o Brasil. Demorou um ano e meio para preparar e realizar o projeto do restaurante e abrimos em 29 de agosto 2016.

Comer, Beber e afins – O Esther Rooftop já é um sucesso?
Benoit Mathurin – É muito pretensioso de falar assim, mas como falo sempre: “Poderia ser pior”! O restaurante funciona muito bem e tentamos de melhorar cada dia para manter esse movimento. Não paramos de pensar para encontrar novidades, melhoras e continuar a desenvolver o restaurante para não ficar numa zona de conforto e ficar parado.

Comer, Beber e afins – Conhece a culinária do Interior de SP?
Benoit Mathurin – Para dizer a verdade, não muito bem! Mas eu planejo viajar um pouco no interior de SP e do Brasil também para descobrir mais coisas. Sonho especialmente de viajar na Amazônia e de descobrir essa região …

Comer, Beber e afins – O seu sócio Olivier Anquier diz que o prato que é a cara do Brasil é o Tacacá do Norte. Concorda?
Benoit Mathurin – O Tacaca é muito interessante, claro. Mas vai parecer falta de originalidade (o que vai dizer), mas a cara do Bresil (sic) para mim é a feijoada…Tem o arroz/feijão querido dos brasileiros, a carne do porco que imagino ser a mais consumido no país. A farofa de mandioquinha que você encontra adaptada em todas as regiões, o couve manteiga e até a laranja que vocês exportam no mundo inteiro. Faz desse prato um prato icônico para mim. Até a ideia de compartilhar esse prato cada quarta e sábado. Gosto da ideia de compartilhar, para mim é importante na cozinha.

Comer, Beber e afins – Acha que o brasileiro gosta do cardápio do Esther?
Benoit Mathurin – Espero que sim! Eu sei que temos alguns produtos que não estão do gosto de tudo mondo, mas em geral, temos um muito bom retorno! Temos a reputação de ter um cardápio ousado com produtos como a bochecha de porco, os rins, os timos, os tutanos. Mas também porque gosto muito misturar produtos do mar com carne.

Comer, Beber e afins – Conhece São José do Rio Preto? Pretende conhecer?
Benoit Mathurin – Não, mas eu já ouvi falar que é uma cidade muito agradável para viver! Então não tenho outras possibilidades que de descobrir daqui pouco! Vai fazer parte da lista das cidades que preciso de descobrir no país.

Comer, Beber e afins – Quem você acha que surge no mercado brasileiro de novos cozinheiros?
Benoit Mathurin – Gosto muito da cozinha do Luiz Filipe Souza do Evvai… ele vai ser selecionado para o próximo Bocuse d ‘or. Ele faz uma cozinha de inspiração italiana muito interessante. Gosto também do trabalho do Marcelo Laskani, ele faz uma cozinha muita gostosa, todos os pratos são muito bem realizados. Cozinha gostosa das entradas até as sobremesas.

 

Por Ellen LIMA

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