Comer, Beber e Afins: Comida caseira da melhor qualidade é na Villa Rotisseria

Villa Rotisserie: opção de comida pronta de alta qualidade no bairro Roseiral

Gosta da comida caseira e não tem tempo para cozinhar? A coluna foi pesquisar as opções em Confort Food em São José do Rio Preto e recomenda: a Villa Rotisseria oferece comida com tempero caseiro, cardápio diversificado e marmitas com opções fitness. São 40 tipos de pratos quentes e 30 opções de saladas. Têm assados que vão do melhor cupim crocante a costela ao bafo, fraldinha, pernil ou filé a parmegiana, entre outros.

A marmitex fitness é opção para quem faz dieta

O frango assado da Villa Rotisseria é o carro-chefe de vendas porque é diferenciado, são 5 opções de recheio: com farofa tradicional, com farofa e queijo, farofa picante (apimentada), sem farofa e com purê de batata e bacon.

A Villa Rotisseria é dos irmãos Fabiana e Carlos Alberto Ribeiro. A casa funciona há três anos no bairro Roseiral, próxima a Igreja São Judas Tadeu. Além de confort food, a casa também oferece cortes de frango fresco e linguiças artesanais. Também tem sobremesas como pudim feito no dia. “Nossa comida é aquela caseira, sem aditivos de qualquer tipo. O molho de tomate é feito com tomates frescos”,

O frango é crocante e vem com 5 opções de recheio

garante Fabiana, que administra de perto a cozinha e o cardápio. Todo o menu da casa foi preparado por uma nutricionista, que visita periodicamente a cozinha para acompanhar o preparo dos pratos.

A Villa Rotisseria faz entregas e os pedidos podem ser feitos pelo aplicativo ifood ou pelo wattsapp: (17) – 99209-1750. E fica aberta todos os dias das 8 às 14 horas, na Rua José Bonifácio, 870, no bairro Roseiral. Para encomendas você também pode ligar nos telefones: (17) 3215-6929 ou 3512-4882.

 

Conversa com o Chef

João Diamante tem 25 anos e é o Chef executivo do Fazenda Culinária, restaurante do Museu do Amanhã, atração turística da Zona Portuária do Rio de Janeiro. Nasceu na Bahia e foi criado no Rio. Em 2017 recebeu o título de Chef revelação pelo Prêmio Infood de Gastronomia – 2017. É também o criador do projeto social Diamantes na Cozinha. Cresceu na Divinéia, no Complexo do Andaraí (RJ), um dos icônicos morros cariocas. Aos 7 anos João já assava pães, às escondidas, em uma padaria perto de casa. Passou pela Marinha e acabou em Paris, onde fez estágio no Le Junes Verne, o restaurante da Torre Eiffel, em Paris, comandado pelo Chef Alain Ducasse. Lá teve que aprender francês sozinho, mas mesmo com convite para ficar, decidiu voltar ao Brasil e criar seu projeto social Diamantes na Cozinha, no bairro do Méier, no Rio. Ele já veio duas vezes a Rio Preto e promete voltar.

Comer, Beber e Afins em Rio Preto – Aqui no Interior de SP predomina a preferência pela comfort food. Essa é uma tendência na gastronomia nacional?
Chef João Diamante – O confort food não é de hoje, vem de bastante tempo, mas as pessoas tendem a modernizar as coisas, com novos nomes, etc. São comidas que nos remetem à infância e isso é muito forte, significativo. Hoje em dia, com o crescimento da gastronomia brasileira há uma tendência em “gourmetizar” as coisas. Então aquela comida que conforta, que lembra a sua infância, que sua mãe e sua avó faziam acaba ficando esquecida. Você acaba comendo só em casa ou em reunião de família. Como a correria do dia a dia é enorme esses eventos estão cada vez mais raros, alguns chefs acabam percebendo essa oportunidade e continuam oferecendo uma comidinha caseira e rústica para atender ao público. Não vejo como uma tendência, mas sim uma necessidade. Por que tem gente que realmente precisa disso. São vários os restaurantes que fazem isso, mas que não levam esse nome claramente.

Comer, Beber e afins – Confort food e comida caseira são a mesma coisa?
João Diamante – Não são a mesma coisa, mas se ligam em algum momento. Tendo em vista que uma comida caseira, feita pela sua mãe ou avó que você já tem um apelo, um afeto, afinal comida de mãe e avó são imbatíveis (risos). Você já tem essa lembrança confortável. A confort food é exatamente isso, é uma comida que te remete a algo e te conforta. Não necessariamente uma comida caseira pode te confortar. Pode ser uma comida de um restaurante de alta gastronomia, por exemplo. Alguma comida que você comeu na rua ou pode ser um prato de boteco. É sempre um prazer que ela te traz, de alguma forma, para uma zona de conforto.

Comer, Beber e afins – Você acha que a gastronomia brasileira ainda está se moldando? Qual o prato considera a cara do Brasil?
João Diamante – Não. Ela já tem uma cara própria. Já temos inúmeros ingredientes brasileiros. Temos muitos pratos. Se você estiver na Bahia você come um acarajé, uma moqueca baiana, por exemplo. Se for a Minas Gerais tem o aipim e as especiarias mineiras. O Brasil é muito rico nisso. Já tem uma cara, existe uma gastronomia definida. O que está se moldando são os modos e cozinheiros, que tem feito uma releitura da gastronomia brasileira. Que usam os ingredientes brasileiros, utilizando técnicas e novas visões em pratos que já existiam há anos. São novas visões, que nunca vão parar de ocorrer. Por que os clássicos brasileiros, o nome já diz, são clássicos. Falo de pratos como baião de dois, polenta, quiabo, rabada, costela. São pratos que têm a cara do Brasil. Quem mais está ganhando em modernidade e em riqueza de ingredientes são os próprios cozinheiros daqui.

Comer, Beber e afins – Aqui em Rio Preto, apesar do calor sufocante, temos uma temporada de feijoadas, que começa agora. Você atribui essa preferência pelos eventos em torno de comida uma característica exclusiva do Brasil?
João Diamante – Não, não. Diversos países como Alemanha, Espanha e França fazem esse tipo de evento. O país é um país novo, pois fomos colonizados, então certamente esses hábitos vieram de outras culturas. Portugal também faz muito isso. São países mais tradicionais em relação a gastronomia. Aliás, acho isso muito bacana, pois valoriza nossos ingredientes, os pratos característicos do Brasil, conhecidos mundialmente. Por mim, tem que ser feito, não importa se está calor ou frio (risos). O que vale é a festa, a causa que motivou o encontro e isso vale muito.

Comer, Beber e afins – Um Chef deve conhecer todas as vertentes da boa gastronomia. Qual é o seu forte? Alta gastronomia ou comfort food?
João Diamante – Na verdade qualquer cozinheiro tem que conhecer a vertente da boa gastronomia. A boa gastronomia está ligada diretamente a uma boa comida, não importa se ela é confort food ou alta gastronomia. Importa que é boa comida. Meu forte, não é nem comfort food, nem alta gastronomia e sim a base gastronômica. Uma boa base, seja na gastronomia, na administração, na advocacia ou na sua família, vai ajudar você a conseguir desempenhar um bom papel seja o estilo qual for. Eu acredito que o cozinheiro, assim como qualquer trabalhador tem que ser mutável.Eu venho de um escola de alta gastronomia, trabalhei em um restaurante de alta gastronomia e hoje faço uma gastronomia de culinária, de fazenda, que remete mais a confort food do que alta gastronomia. Mas eu consigo fazer a alta também por conta da base que aprendi. Assim você vai conseguir fazer qualquer tipo de gastronomia.

Comer, Beber e afins – Além da paixão pela comida é preciso sorte para ser um Chef de destaque?
João Diamante – Tem que ter amor pelo que faz. Isso vai mudar totalmente o seu trabalho. Você não vem só “trabalhar”, você vai fazer uma coisa prazerosa e isso tende a evoluir. Tem que sentir isso refletir no seu público alvo, os clientes. E sobre atrelar o destaque a sorte, não vejo bem assim. Para mim a sorte é atrelada ao trabalho. É aquela frase famosa: “Quanto mais trabalho, mais sorte você vai ter.” Não adianta nada você ter sorte e não estar preparado para ela. Se você trabalha para aquela oportunidade acontecer, eu nem costumo ver como sorte, pois assim você vai estar preparado para a oportunidade. Você só vai ser capaz de assumir essa oportunidade se você estiver trabalhando, estudando e focando. Ainda assim tem que fazer um bom trabalho, só depois consegue a suposta “sorte”.

Comer, Beber e afins – Você pretende voltar a São José do Rio Preto? Quando?
João Diamante – Gosto muito de São José do Rio Preto. Desde a primeira vez que pisei aí fui muito bem recebido por todos, agradeço a realização dos eventos pela escola Le Grand Chef, que foi a escola de gastronomia da cidade que me abriu as portas. É um público muito caloroso e que está respirando gastronomia, o que é muito importante para o Brasil. Pretendo voltar esse ano ainda, mas ainda não tenho datas. Será um prazer estar com vocês de novo. A cada ano fortalecemos nossa relação.

Vem aí o Blue Jasmin
Rio Preto vai ganhar uma casa que une boa gastronomia ao som de blues e jazz. O Blue Jasmin será aberto em maio, na Redentora. A novidade é ideia da empresária Laís Accorsi. O nome é um trocadilho de Blues e Jazz com o pé de Jasmin Manga, que decora a frente do point.

Festival da coxinha
No próximo final de semana (20 e 21) o shopping Iguatemi realiza o Vila Dionísio Festival. Será no pátio da Figueira e terá além da tradicional coxinha do Vila, doze novos sabores de salgados e 3 doces, tudo acompanhado de cerveja artesanal e música.

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