Comer, Beber e Afins: Barbecue: legítima parrilla argentina em Rio Preto

O Barbecue é a primeira casa rio-pretense a oferecer a legítima parrilla argentina. A parrilla é um conjunto de grelhas muito usado na Argentina e no Uruguai, que produz uma carne suculenta e saborosa.

O restaurante, da empresária Laís Accorsi, oferece os cortes argentinos de angus assados na parrilla há 9 anos. A casa fica no bairro Redentora, mas começou na Avenida Romeu Strazzi como boutique de carnes.

A fraldinha na parrilla é o prato mais pedido
na casa

Desde que surgiu, em 2009, a casa é apontada como referência em sabor e qualidade. O chorizo, o ancho, o assado de tiras, e o tapa do cuadril (picanha), cortes argentinos tradicionais, você encontra lá. Todos assados na parrilla e com sabor inigualável.
Laís conta com três parrilleiros para oferecer a carne que o cliente procura. Quem quiser degustar o dry aged no Barbecue, deve encomendar antes.

O Barbecue tem como carro chefe a fraldinha, que é feita fresca (sem maturação) e oferece um sabor que conquista os carnívoros mais exigentes.

Para quem procura um almoço com sabor e bom preço, o Barbecue disponibiliza às segundas-feiras um buffett low carb a R$25. Quem optar pelo a la carte pode degustar o buffett sem acréscimo na conta. No demais dias da semana também tem almoço, mas com preço diferente.

O restaurante Barbecue funciona de segunda a domingo. De terça à sábado abre também para o jantar. O Barbecue fica na Rua Antônio de Godoy, 4305 – Vila Redentora. Para informações e reservas, ligue: (17) 98826 – 1722, (17) 3216-1717.

 

Conversa com A CHEF

Laís Accorsi: única parrilleira em Rio Preto, estará no Braseiro em março

Laís Accorsi, 35 anos, é empresária do ramo de gastronomia e pode ser apontada com a única parrilleira rio-pretense. Formada pelo IGA (Instituto Gastronômico das Américas), ela também é veterinária, profissão que lhe abriu o horizonte para o mercado de carne. Começou a carreira atuando com genética bovina e acabou como proprietária de restaurante. Ela conta que nunca sentiu nenhuma dificuldade por ser mulher. “Apenas uma vez, um funcionário me esperou com uma faca na esquina e o caso acabou na polícia, mas nada sério”.

Comer, Beber e Afins em Rio Preto – O que você fazia antes de virar empresária na área de gastronomia?
Laís Accorsi – Eu sou veterinária e fazia inseminação e cruzamento de Nelore com Angus. Viajava para São Paulo para escolher touros. Quando começou a nascer o resultado do cruzamento desses animais, fui ao frigorífico VPJ para saber o que era preciso para obter a melhor carne. Eles me direcionaram sobre como criar e produzir o boi. Me interessou tanto o processo que acabei por abrir a primeira boutique de carne em Rio Preto, na avenida Romeu Strazzi. Lá eu trouxe os primeiros cortes de Angus num período que não havia essa carne em Rio Preto. Foi aí que surgiu o Barbecue. Em 2012 eu abandonei a veterinária.

Comer, Beber e Afins – Desde o início você começou com a parrilla?
Laís – Não. No começou eu tinha uma Char Broiler (churrasqueira a gás), depois consegui uma churrasqueira. Aí comecei a viajar muito para a Argentina e entendi que a parrilla era o ideal. Quando eu montei o Barbecue já instalei a Parrilla. Consegui um cara, o Marcelo Franco e ele fez para mim. Hoje ele é o número um do país, faz parrilla para o Brasil inteiro com a FM Parrilla (de Barretos/SP).

Comer, Beber e afins – Alguma dificuldade por ser mulher nessa trajetória?
Laís – Não. Ás vezes tem alguma coisa, mas nada relevante. Já teve garçom de me esperar com faca aqui na esquina. Porque eu quando tenho que falar, falo tudo. Mas, o cara que tem problema de ter chefe mulher ele logo demonstra. Eu trabalhei em fazenda, no curral. Na verdade tinha facilidade, porque os peões iam amarrar o boi para mim. Deve ter preconceito, mas nem percebi nada que tenha me atrapalhado.

Comer, Beber e afins – Rio Preto tem espaço para crescer na área de gastronomia?
Laís – Sim. Muito.

Comer, Beber e afins – Em São Paulo as casas de alta gastronomia oferecem o menu degustação. Rio Preto não tem isso. A que você atribui?
Laís – Rio Preto não comporta.

Comer, Beber e afins – Porque não cresce a gastronomia aqui?
Laís – O pessoal vai abrindo coisas. Teve a onda do japonês e abriu dezenas de casas. Depois veio a onde de restaurante mexicano e abriu vários. É difícil alguém inovar. Rio Preto se resumiu à comida natural e ninguém fazendo nada diferente. Apareceu um monte de steak house também. E casas de Açaí. Mas, ninguém tentando inovar. Tem campo, tem mercado. O problema maior é ser empresário no Brasil. E Rio Preto ainda é muito provinciana. Mas, se você oferecer bom atendimento, boa comida, terá sucesso.

Comer, Beber e afins – Você acha que o evento O Braseiro vai ser um divisor de águas no calendário gastronômico da cidade?
Laís – Vai. E já bombou. Era evento para 500 pessoas e já está em 1,5 mil.

Comer, Beber e afins – O que o público pode esperar da sua estação no Braseiro?
Laís – Vou servir assado de tiras (um corte da costela) e uma coisa que pouca gente conhece: molleja. A molleja é muito saborosa, mas pouca gente conhece. (Molleja é iguaria típica na argentina. É uma glândula que tem no boi, próxima ao cérebro).

Nota: Laís Accorsi vai comandar uma das 20 estações do evento O Braseiro, que acontece dia 10 de março, na Swift.

O restaurante de cozinha contemporânea vai mudar o nome para K

Boa notícia
A proprietária do restaurante K Bistrô, que é a entrevistada desta edição, Laís Accorsi, esclarece que ao contrário do que foi veiculado por parte da imprensa, o restaurante K Bistrô está funcionando normalmente. Ela conta que adquiriu a parte do sócio Roberto Denadai e fez uma reformulação na equipe de garçons e cozinheiros. O K Bistrô segue funcionando e será ampliado: vai ganhar um espaço para música ao vivo, que será inaugurado em breve. E o nome deve ser mudado para apenas K.

Frida: um ano com música e Karaokê

Frida comemora 1 ano
O bar Frida, um dos points badalados da noite rio-pretense, completa 1 ano. Para comemorar, neste domingo (25) tem festa a partir das 17 horas. O som será com muito trash, funk, indie, pop, ritmos dançantes e também disputa de karaokê. A entrada será gratuita para os clientes que confirmarem presença na página do evento no Facebook (https://goo.gl/z1euVc). Para os demais o ingresso é R$ 12. O couvert artístico é R$ 10. O Frida fica na rua Antônio de Godoy, 4080, bairro Redentora. Informações (17) 3513-0297.

 

Por Ellen Lima

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