Comer, Beber e Afins: Babaganuch, que faz a melhor esfiha de Rio Preto, vai ser ampliado

As esfihas seguem o paladar brasileiro e são diversas

O Babaganuch é uma casa de comida síria, que em 2020 completa 20 anos e se prepara para crescer. A casa é comandada por uma família simples e muito acolhedora, que produz o que se pode chamar de a melhor esfiha de São José do Rio Preto. A casa é da família Suleiman, que comanda sozinha a produção e o atendimento. Fica numa esquina da avenida Arthur Nonato, às margens da rodovia Washington Luiz. Considerada uma casa de comida síria artesanal, o point é reduto dos estudantes da Famerp (Faculdade de Medicina de Rio Preto) e de uma multidão fã das esfihas e kaftas entre outros pratos sírios.

“Estamos programando um ponto mais amplo, com mais conforto para os clientes”, revela Maria Inês Suleiman, que quer ainda incrementar o cardápio com novas comidas típicas da Síria, o país de origem do marido, George Milan Suleiman, nascido na região de Damasco.

O restaurante Babaganuch é simples e pequeno, mas o aroma que exala ao acender a churrasqueira e o forno é irresistível. A casa produz um cardápio completo de pratos árabes, todos artesanais, feitos na hora. E quem experimenta, não esquece jamais.

Dona Maria Inês conta com o apoio de três dos cinco filhos (Pedro, George e Georgiane) para atender ao público e, sozinha faz tudo, diariamente. Um dos diferenciais da casa é a qualidade dos produtos, o frescor da massa artesanal, que sai quentinha para a mesa do cliente.

“Compramos tudo todos os dias, nunca congelamos nada”, garante dona Maria Inês.

A coalhada
é uma entrada suave e
saborosa

O Babaganuch funciona de segunda à sábado das 19 horas às 23 horas. O carro chefe da casa é a esfiha com coalhada. Há também no cardápio pratos especiais como kafta ao forno, que é servida com arroz sírio.

Outro diferencial do Babaganuch é o preço, que é justo. A esfiha custa R$ 6. A kafta de forno custa R$ 35 e serve bem duas pessoas. Você também pode encomendar prato mais apreciado das famílias sírias, o carneiro recheado.

A casa tem capacidade para 60 pessoas sentadas, mas para conseguir uma mesa é preciso chegar 19 horas ou depois das 21 horas. Há dias nos quais o movimento é tanto que às 22 horas já não tem mais esfihas para servir.

Para conhecer mais sobre essa família muito unida e também muito talentosa na cozinha, leia a entrevista abaixo. E para experimentar a melhor esfiha de Rio Preto, vá ao Babaganuch, que fica na Avenida R. General Glicério, 5140 – Vila São Pedro, na esquina com a avenida Arthur Nonato.

Conversa com a Chef

Maria Inês Suleiman

 

Maria Inês Pina Suleiman tem 63 anos, é mãe de 5 filhos e comanda a cozinha do Babaganuch há 20 anos. É formada em Biomedicina, mas foi na cozinha que encontrou o sustento da família junto com o marido George Milan Suleiman. Ela não se considera Chef, apesar de preparar sozinha quase todo o cardápio de

A matriarca dos Suleiman com os filhos e colaboradores

seu restaurante. Ela atuou na área médica até 1998, quando resolveu abandonar a saúde para começar na gastronomia.

O motivo foi o encerramento de uma confecção de roupas causado pela abertura de mercado do Brasil para a China, fato que causou a falência de muitas pequenas indústrias.

“Corri para a cozinha e comecei a fazer esfihas. Começamos com uma portinha”.

Nessa entrevista ela conta como o Babaganuch se tornou uma casa de esfiha artesanal que lhes possibilita manter toda a família. Apenas dois dos cinco filhos não vivem diretamente da renda do restaurante. Durante a entrevista, George Suleiman estava ausente. Ele está na Síria onde foi visitar os irmãos e buscar novas receitas para o Babaganuch, que começará a ser ampliado em breve.

Comer, Beber e afins em Rio Preto – O que significa Babaganuch?
Maria Inês Suleiman – Babaganuch tem dois significados: um é prato feito de berinjela e outro é em sírio, onde significa comida boa.

Comer, Beber e afins – Como começou no ramo de comida síria?
Maria Inês – Por necessidade. Sempre tive algumas habilidades na cozinha. Antes trabalhávamos com roupas, mas infelizmente fomos à falência, então a necessidade me levou a fazer esfihas. E deu certo!

Comer, Beber e afins – O que o restaurante representa na vida da família?
Maria Inês – É essencial. Vivemos da renda exclusiva do restaurante, eu, meu marido e meus três filhos, mais a família do meu filho mais velho.

Comer, Beber e afins – A esfiha do Babaganuch é apontada como a melhor de Rio Preto por todos que a experimentam. Existe um segredo nessa receita?
Maria Inês – (risos) Segredo não existe, é só usar produtos de qualidade e preparar com amor!

Comer, Beber e afins – Vocês planejam mudanças e ampliação no restaurante?
Maria Inês – Sim, sempre esteve em nossos planos a ampliação do restaurante, e queremos colocar em prática logo!

Comer, Beber e afins – Qual seu prato preferido no cardápio?
Maria Inês- Difícil, eu gosto de todos! Mas o que gosto mais é da kafta no forno.

Comer, Beber e afins – Vocês passaram momentos difíceis no começo, depois de décadas trabalhando com gastronomia, o que sente quando vê a casa cheia?
Maria Inês – Agradeço a Deus. Porque após tanto trabalho isso superou as minhas expectativas!

Comer, Beber e afins – O seu melhor prato no menu é…
Maria Inês – (risos) Acho tudo maravilhoso! Mas as esfihas são nossas campeãs de venda.

Um jovem Chef em ascensão

Esse é Pedro Suleiman, o jovem Chef da família Babaganuch. Pedro tem futuro promissor na gastronomia: está cursando IGA e se prepara para participar de uma seleção que vai levar um aluno do IGA Rio Preto para a Europa em 2020. Ele planeja ir para a Espanha para aprender gastronomia espanhola e, principalmente, doces, já que sua paixão é confeitaria. Pedro Suleiman já é um jovem chef rio-pretense, sabe produzir todos os pratos do cardápio Babaganuch (nosso destaque nesta edição). Almeja ser alguém na gastronomia? Mire-se nele.

 

Por Ellen LIMA

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