Com redução nos registros de casamentos, paulistas têm postergado o ‘sim’ ao altar

FOTO RAFAEL FERNANDO

Os paulistas estão casando menos nos últimos tempos. Além da diminuição no enlace matrimonial, a idade média dos nubentes tem aumentado sistematicamente desde o início dos anos 2000, sendo que em 2016, alcançou os 33,9 anos para o sexo masculino, e 31,3 anos para o sexo feminino. Os dados apontados são de um levantamento da Fundação Seade, que abordou a evolução das estatísticas de casamentos no Estado de São Paulo, em 2016, e foram publicados no boletim SP Demográfico nº2, abril/2018.

Com base nas informações dos Cartórios de Registro Civil, o estudo apontou que entre os anos de 2015 e 2016, houve queda de 3% nos registros legais de casamentos no Estado. Em 2016, foram registrados 296.546 matrimônios, sendo 8.845 a menos que o registrado no ano anterior (305.391).

Mesmo tendo diminuído a escolha pelo casamento, a recepcionista Beatriz de Castro e Silva, 23, e o competidor em touros, Bruno Perpétuo da Silva, 26, não desistiram desse sonho e realizaram a cerimônia em 25 de novembro de 2017, em Rio Preto. O casal se relacionou por dois anos e decidiram oficializar a união devido ao amor, companheirismo e a vontade de formar uma família. “O casamento é uma benção e é muito gratificante compartilhar um momento tão feliz com amigos e familiares”, afirmou a recepcionista.

Nos últimos anos o maior tempo dedicado aos estudos, a busca pela inserção no mercado de trabalho e a estabilidade financeira, são fatores apontados para a escolha de postergar o casamento. Mesmo o casamento de homens com mulheres mais jovens sendo a ocorrência mais frequente, nos últimos anos também vem sendo registrada uma mudança neste tipo de escolha. É que as uniões de homens mais novos que suas mulheres têm ganhado espaço.
No início dos anos 1990, esse percentual girava em torno de 21% dos eventos, enquanto que em 2016 atingiu patamar de 26%. Nesse caso, a diferença entre as idades dos cônjuges apresentou-se ligeiramente mais elevada do que a média do total de casamentos, situando-se próxima a cinco anos: 35,8 anos para as mulheres e 31,2 para os homens.

Em contrapartida desse cenário, os casamentos homoafetivos aumentaram 6,5%, em relação a 2013, quando foi medido pela primeira vez. Do total de casamentos civis registrados, 2.094 eram de pessoas do mesmo sexo. Esse tipo de união adquiriu status jurídico semelhante ao da união entre homem e mulher em 2011, por decisão do Supremo Tribunal Federal e, em 2013, por regulamentação do Conselho Nacional de Justiça, quando ficou estabelecido que todos os cartórios do país passariam a fazer o registro das uniões homoafetivas regularmente.
Período mais escolhido

Em 2016, mais da metade dos casamentos (55%) foram realizados nos meses do último semestre do ano, sendo dezembro (11,6%) o mais procurado, seguido por novembro (10,3%) e outubro (9,8%). Os meses mais evitados foram janeiro (7,3%), fevereiro (6,25), março e agosto (ambos com 7,0%).

Quanto ao dia da semana, sábado foi indubitavelmente o preferido, com praticamente metade das uniões realizadas. Entre as uniões homoafetivas do sexo masculino, esse percentual chegou a 54%. Domingo foi o dia de menor incidência, não alcançando 1,0% das uniões.

 

Período mais escolhido
Em 2016, mais da metade dos casamentos (55%) foram realizados nos meses do último semestre do ano, sendo dezembro (11,6%) o mais procurado, seguido por novembro (10,3%) e outubro (9,8%). Os meses mais evitados foram janeiro (7,3%), fevereiro (6,25), março e agosto (ambos com 7,0%).

Quanto ao dia da semana, sábado foi indubitavelmente o preferido, com praticamente metade das uniões realizadas. Entre as uniões homoafetivas do sexo masculino, esse percentual chegou a 54%. Domingo foi o dia de menor incidência, não alcançando 1,0% das uniões.

 

Por Priscila CARVALHO

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