Com mais pênaltis e menos cartões vermelhos, Copa do Mundo do VAR chega ao fim

A primeira Copa do Mundo com árbitro de vídeo chegou ao fim no último domingo (15) com o bicampeonato da França, que bateu a Croácia por quatro a dois na final. Foram 64 jogos, com 17 intervenções do VAR que mudaram a decisão do juiz dentro de campo. Na Copa de 2014 no Brasil, a FIFA já havia implementado um chip para determinar se a bola cruzou a linha do gol em lances duvidosos.

De acordo com a FIFA, o índice de acerto dos árbitros foi de 99,3%, sendo que sem o VAR a entidade estima que o índice cairia para 95,7%. Uma das consequências do árbitro de vídeo foi o número de pênaltis marcados, que chegou a ser mais que o dobro que a Copa no Brasil. Foram 29 penalidades só nessa edição, contra 13 da Copa passada. O número de cartões vermelhos caiu em 60%. Aconteceram apenas quatro expulsões no mundial, sendo que nenhuma foi por entrada violenta. Uma das preocupações em relação do VAR era o tempo de paralisação durante a partida. Os números da FIFA indicam que houve uma média de 38 segundos de jogo parado quando o árbitro utilizou o recurso eletrônico.

O mundial da Rússia também foi marcado pelos gols de bola parada. Dos 169 gols marcados, 72 foram surgiram desses tipos de jogada (42,6% dos gols). De acordo com a FIFA, a preocupação dos jogadores com o VAR fez com que os atletas parassem com os agarrões, sobrando mais espaço para os cabeceadores. A Inglaterra foi a equipe que mais fez gols nesse tipo de lance, que voltou a contar com um artilheiro da Copa pela primeira vez desde de 1986. Harry Kane marcou seis gols em solo russo.

Outro recorde na Copa do Mundo foi o número de gols contra, sendo 12 nesta edição. O recorde anterior foi na Copa de 1998, com seis gols contra. Além disso o mundial teve o cartão amarelo mais rápido da história (Gallardo, do México, aos 13 segundos), o jogador mais velho a disputar uma Copa (El- Hadary, do Egito, aos 45 anos) e o primeiro mundial sem seleções africanas na fase de mata-mata.

A final entre França e Croácia juntou todos os aspectos desta edição do Mundial. Mandzukic marcou gol contra aos 18 minutos. A Croácia empatou, mas o VAR marcou um pênalti para França, que Griezmann converteu contra Subasic, o goleiro que mais pegou pênaltis em um única edição de Copa do Mundo (foram quatro defesas). Mbappé, a revelação da Copa, se tornou o jogador mais jovem desde Pelé a ser campeão e marcar gol na final. A Copa ainda teve o croata Modric como o melhor jogador e o belga Courtois como melhor goleiro. A próxima Copa será no Qatar entre novembro e dezembro de 2022. Colaborou: Vinicius LIMA

 

Da REPORTAGEM

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