Com estoque baixo, Hemocentro de Rio Preto conta com a colaboração de doadores

Com o estoque de bolsas de sangue 30% abaixo do normal para o período, o Hemocentro de Rio Preto pede a colaboração e sensibilização de todos para que o nível do estoque aumente. Neste feriado prolongado, o Hemocentro funcionará normalmente, das 07h às 13h.

A unidade atende 34 hospitais pela região e destaca que todas as tipagens sanguíneas são importantes, porém as que mais precisam são dos tipos: O+ / O- / A+ / A-. Durante o período mais frio do ano e em época de férias escolares já é esperada uma queda nas doações, contudo diante da greve dos caminhoneiros, o cenário pode ter colaborado para esses números despencarem.

“Nessa época do frio, as doações diminuem, por conta que as pessoas preferem ficar mais em casa e, principalmente, porque doenças do frio aparecem. Então, quem tem gripe, sinusite, rinite, dentre outras, não podem doar. Além disso, é uma época de férias e Copa do Mundo. As pessoas viajam, o que diminui a doação, mas a demanda permanece”, afirmou Bárbara Cabrera Esteves, enfermeira do setor de captação de doadores.

Mensalmente o Hemocentro recebe uma média de dois mil doadores, sendo que são realizadas cerca de seis mil transfusões de sangue por mês. A enfermeira explica que podem ser doadores pessoas de 16 a 69 anos, sendo que os menores de idade precisam estar acompanhados dos responsáveis. “É necessário pesar mais de 50 quilos, estar alimentado (evitando alimentação gordurosa) e de maneira alguma vir doar sangue em jejum, além de estar em bom estado de saúde”, disse.

O Hemocentro de Rio Preto fica aberto todos os dias da semana, inclusive aos feriados, das 7h às 13h e quem tiver alguma dúvida pode entrar em contato pelo telefone (17) 3201-5151 ou acessar o site http://www.hemocentroriopreto.com.br/index.

Junho Vermelho

Na próxima sexta-feira, dia 1º de junho, o Movimento Eu Dou Sangue inicia as ações da campanha Junho Vermelho, iluminando com essa cor diversos prédios e monumentos de São Paulo. A ação é fundamental para os bancos de sangue, que, além de já enfrentarem a baixa adesão de doadores nesta época do ano, estão com os estoques comprometidos por conta da greve dos caminhoneiros.

Justamente por conta desses fatores, a causa ganhou força. “O Junho Vermelho surgiu para alertar os brasileiros de que sangue não se compra, não se fabrica e que qualquer pessoa a qualquer momento pode precisar dele”, ressalta Diana Berezin, uma das duas criadoras do Movimento.

Por Priscila CARVALHO

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