Coluna do Beck: É pau…

Padre Fábio de Melo dá a melhor resposta à Vale do Rio Doce. Entenda toda a treta nas notas abaixo...

Olar, brazeeel! Bom dia pra você que também já estava achando que janeiro era o novo agosto. Pensa num mês que demorou pra terminar. Jesus Coroado!

É pedra…

Mas agora vai, ufa! E quanto mais ‘mês’, mais notícias enguiçadas, pode reparar. Foram tantas e tão dramáticas as publicadas em janeiro que o estoque de decepção não precisa ser renovado em fevereiro. E que também venha logo março pra acabar com esse ‘horário de inferno’, ops, de verão.

É o fim do mês…

Sim, as cotas de paciência adquiridas para 2019 foram quase todas usadas nesses primeiros 31 dias. Estamos bem parecidos com o Padre Fábio de Melo: com os nervos à flor da pele e sem nenhuma gota de estrutura emocional para lidar com essas últimas notícias.

Muito que bem

O padre, aliás, foi com faca e tudo na jugular da Vale do Rio Doce ao saber que a mineradora doaria R$ 100 mil a cada família de morto na tragédia de Brumadinho (MG). Desconsolado, como todos nós ficamos com a ‘medida’, Fabinho escreveu em seu Twitter:

*

“Doar? Um bandido entra na sua casa, rouba tudo o que você tem, mata pessoas da sua família, destrói o seu espaço emocional, memórias, depois ele volta e diz que vai deixar um dinheirinho para você recomeçar a vida. Que bandido caridoso!”, disparou o sacerdote, incendiando o turíbulo das opiniões populares.

Toma, distraído!

E quando a gente achava que o ‘tapa na cara’ já tinha sido o suficiente, Padre Fábio de Melo continuou a bater, até nocautear a companhia: “Alguns poderosos tendem a se interpretar como se interpretavam no passado os senhores de engenho. Carregam a pretensão de que são de uma casta superior, e consideram as pessoas que trabalham para gerar suas riquezas como escravas. Distribuem migalhas e se acham caridosos”.

Oremos

Taí, ó: quando um padre precisa lembrar a função de um verdadeiro executivo ou político é porque ainda não chegamos ao fundo do poço. Mas tá quase, viu? E que venha fevereiro…

Por: Beck

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